Polêmica saudável no Blog do Jamildo


ACHA GOLPE, INCLUSIVE
Militante diz que Luís Carlos Lins não fala pelo Fórum pela Ética ao defender novo mandato para Lula

Charge de Humberto/JC
CPI do traço já!

Gostaria que o nobre jornalista Jamildo mantivesse a honestidade habtual com relação a veracidade das matérias veiculadas pelo seu blog, pois foi pela lealdade e respeito às fontes, pricipalmente a autoria dos artigos que aprendi a admirá-lo e respeitá-lo.

Me refiro específicamente a esta matéria (sic) sobre um 3º mandato de Lula, pois é totalmente distorcida, irreal, descabida e irresponsável a informação de que o FÓRUM PERMANENTE PELA ÉTICA NA POLÍTICA defende esta idéia.

Eu Flavio Ramalho, sou membro do referido fórum, inclusive representando uma entidade com muitos associados como tantas outras que compõem o fórum, acho que um 3º mandato é golpe. Esse assunto não foi objeto de discusão em nossas reuniões. Portanto, não poderia ter sido aprovado nem divulgado.

Infelizmente, parece que o competente jornalista Jamildo teve um surto de sensacionalismo exacerbado e divulgou a opinião do companheiro Luís Carlos como se fosse do Fórum.

Tenho o maior apreço e respeito a opinião do camarada Luís Carlos, mas ele falou enquanto cidadão, que tem o direito de pensar e opinar.

Acho bastante oportuno que o ilustre jornalista reparasse esse despautério.

Email assinado por Flavio Jose Ramalho da Fonseca

Esperteza política?


Lula, a reeleição e a Copa
Do Jornal Opção

A oposição critica o golpismo, mas Lula trabalha, com certa sutileza, pelo terceiro mandato consecutivo. Mas a decisão cabe à sociedade, não ao petismo

Os menos cautos e os petistas engajados podem perguntar, em tom irônico: “Cadê o regime autoritário que a imprensa dizia que o presidente Lula da Silva iria implantar no Brasil?” A indagação tem sua pertinência, mas não leva em consideração que, sim, houve tentativas de se implantar algumas medidas autoritárias, como o controle da imprensa e do Ministério Público e o enquadramento do setor cultural. Nada foi “implantado” não por que Lula e os petistas de resultados se tornaram, da noite para o dia, democratas irrepreensíveis, e sim devido à resistência das instituições. Imprensa, OAB, magistrados, políticos e empresários, a chamada sociedade organizada, reagiram, com a necessária acidez, e o governo Lula tomou prumo. Não existe determinismo histórico, tipo “o Brasil vai ser assim ou assado”. A intervenção dos agentes históricos, sobretudo dos organizados, pode mudar o rumo de um país. Tal aconteceu no Brasil, que tem uma sociedade (civil e política) mais estruturada do que a da Venezuela, portanto com maior capacidade de resistência.

Como a sociedade reagiu com firmeza às tentativas petistas de “implantar” um regime autoritário, que certamente permitiria a continuidade do poder esquerdista, a intelligentsia ligada ao presidente Lula — que, embora não seja marxista, lidera uma frente política que inclui marxistas (que pensam, em geral, em poder exclusivo) —, mudou de tática, não de estratégia. Esta é a manutenção do poder por mais tempo possível. As táticas têm a ver com o jogo conjuntural, com a intervenção no cotidiano.

Nos dois primeiros anos do primeiro mandato, via-se um Lula mais rígido, ainda em contraposição a alguns setores da sociedade, como parte do empresariado, que, em certos redutos petistas, é visto como “marginal”, “explorador da mão-de-obra assalariada” e, por isso, merecedor de “excomunhão”. A partir do terceiro e do quarto anos, quando os poderosos ventos do mensalão o livraram de José Dirceu, o Hugo Chávez que não deu certo, Lula praticamente enquadrou-se ao Brasil real, tornando-se, aparentemente, um político próximo do neopopulismo — amado por quase todos, do empresariado ao pobre.

No segundo mandato, quando já havia conquistado parte do establishment político e empresarial — o BNDES abriu as burras para todos que apresentassem projetos confiáveis de algum retorno financeiro e o Banco do Brasil se tornou mais realista em relação aos produtores rurais —, Lula, com o apoio de seus luas vermelhas, mudou, mais uma vez, sua tática.

Nos bastidores, Lula admite aos interlocutores que oito anos de governo não são suficientes para a adoção de medidas estruturais. Noutras palavras, não é possível acabar com a fome dos pobres em menos de 12 , 16 ou 20 anos e os projetos dos empresários precisam de mais prazo e, por conseqüência, mais apoio do governo federal. Publicamente, para não passar a imagem de ser o Chávez de barba, Lula diz que não pensa num terceiro mandato. Ele sugere uma volta ao poder em 2014.

Entretanto, o Lula real, o que não é forjado por um marketing atilado, quer continuar no poder, mas não por intermédio de um golpe de Estado, e sim de um golpe político. Quer dizer, ao contrário do que diz para os jornais, com o objetivo de criar manchetes nas quais possa ser visto como “o” democrata, Lula trabalha, nem tão silenciosamente, por um terceiro mandato consecutivo.

Se não quisesse disputar uma terceira eleição, para o qual provavelmente não teria rivais à sua altura — muitos, como Aécio Neves e mesmo José Serra, certamente sairiam da raia —, Lula não permitiria que dois aliados, os deputados Devanir Ribeiro, do PT de São Paulo, e Carlos Willian, do PTC de Minas Gerais, trabalhassem claramente pela aprovação de um plebiscito (Devanir) e de uma emenda constitucional que possibilite o terceiro mandato consecutivo (Carlos Willian).

Devanir é um dos melhores amigos de Lula e quem o conhece costuma dizer que não anda cinco metros sem a autorização do presidente. Sua defesa de um plebiscito tem lógica, pois dificilmente o povão deixaria de conceder a possibilidade de um terceiro mandato a Lula, um homem do povo, afinal. A emenda constitucional, ainda que seja garantia de legitimidade democrática, enfrentaria uma pedreira no Congresso. O plebiscito, longe de discutir apenas o terceiro mandato, seria uma decisão contra ou a favor de Lula. E dificilmente se diria “não” a um símbolo como Lula, que tem perfil, por estranho que possa parecer, de rei.

Nas conversas com empresários e políticos, apesar de que estaria orientando auxiliares mais próximos para condenar a possibilidade do terceiro mandato, o presidente Lula tem discutido o assunto. Eventualmente, de forma jocosa. Mas, desde Freud, pelo menos, sabe-se que a brincadeira contém fundo de verdade, digamos que seja a “verdade dançante”, ou seja, uma possibilidade que, vista com seriedade, pode se tornar factual.

Ao contrário do que diz certa crítica tucana, Lula, como presidente e articulador político, não é um fracasso. Diziam: “Sem José Dirceu, Lula não governa”. O fato é que melhorou sem José Dirceu e arranjou uma José Dirceu, a ministra Dilma Rousseff, que, a despeito de ser poderosa, não quer chefiá-lo e tomar-lhe espaço político. Lula tem mesmo o que mostrar. E é óbvio que está tentando se apropriar, e deve consegui-lo, do discurso de que é o “pai” da estabilidade econômica, quando, na verdade, apesar dos discursos de seus economistas e jornalistas, pode ser considerado, no máximo, o padrasto, pois os pais são os ex-presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Porém, se não é o pai, Lula pelo menos não deixou a estabilidade escapar pelo ralo e teve coragem de bancar um economista-engenheiro ortodoxo, como Henrique Meirelles, para o Banco Central. No poder, mantém a inflação sob controle, baixa, e contribui, com muito custo, para uma relativa retomada do crescimento econômico. As reservas cambiais chegam quase a 170 bilhões de dólares. Enfim, o petista não comprometeu. Agora, com a escolha do Brasil para sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014, Lula tem mais um trunfo. É mais uma vitória “dele”, ou pelo menos apropriada por Lula. Se reeleito em 2010, seria decisivo — é o que os petistas vão dizer — para organizar os estádios e a bilionária estrutura para a Copa. Lula gosta tanto de futebol quanto Emilio Garrastazu Médici.

Politicamente, Lula se tornou um avião, conquistando novos apoios tanto de políticos quanto de empresários. De certo modo, para usar a linguagem do futebol, Lula é um craque, um mestre dos disfarces políticos que sabe agradar todas as platéias. Tanto que há setores do governo, como a Caixa Econômica Federal, que se preparam para atender a classe média, que está quebrada. Na semana passada, possibilitou o uso do FGTS para aqueles que ganham acima de 4,9 mil reais por mês. Num plebiscito, como se sabe, a classe média é decisiva.

A prova de que Lula não se prepara para lançar um candidato em 2010, à espera de que seja reconduzido a um terceiro mandato, é que não se empenha, em nenhum momento, para fortalecer um nome. Ciro Gomes? Dilma Rousseff? Nelson Jobim? Aécio Neves? O petismo, que reflete Lula, não aposta em nenhum deles. Porque, repetindo, a aposta do PT, e de Lula, é o próprio Lula.

Em certo sentido, o Jornal Opção foi pioneiro nas críticas à tentação autoritária do governo petista, notando a resistência da sociedade e as modificações do governo Lula no seu percurso e, sobretudo, a vontade de continuidade do petismo. Lula pela terceira vez no poder seria um Hugo Chávez sem conturbação. É assim que o PT e Lula querem — a hegemonia consensual. Dará certo? Só o futuro, que nem a Deus pertence, dirá. Mas a escolha não é do PT e de Lula, e sim da sociedade.

Tropa de Elite é desaconselhado por colaborador deste blog


por: Flavio Ramalho
Que me perdoe o nobre camarada autor da indicação, mas não acho que o filme “TROPA DE ELITE” deve ser aconselhado como foi pelo blog do FÓRUM, pois, apesar de não ter assistido a obra completa, acho que ela é o tipo de coisa que “desconstrói” a noção de civilidade, de humanismo, de integridade moral, de cultura, de arte, servindo apenas para acirrar ainda mais os ânimos entre quem está, supostamente, do lado do crime ou do lado da lei. Infelizmente, a barbarie instalada em nosso país, em todos âmbitos e aspectos, coloca conceitos de CERTO-ERRADO, MORAL-IMORAL, ÉTICO-AÉTICO como meros pontos de vista. Este tipo de “estupro intelectual”, promove a exacerbação da ganância pelo acúmulo de grandes somas de dinheiro pela elite econômica, subtraídos, direta ou indiretamente da miséria dos que nasceram desprovidos de todas as condições para evoluir, como deveria ser dado a todos os seres humanos.

Nota do blog: Não emitimos opinião sobre as qualidades e valores do filme. Apenas constatamos que “Tropa de Elite” traz elementos reais que não podemos ignorar. Por isso, o indicamos no sentido da provocação, da reflexão e da ação que o mesmo pode suscitar em todos nós!

Debate na Unicap


Pela imediata liberação de todos os arquivos da ditadura militar…

Na próxima 3ª feira, dia 06/11, às 17h00, será realizado um debate na Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP, sobre a importância e a necessidade de se liberar todos os documentos do regime ditatorial, entre outros mais que já cumpriram o prazo de restrição para a devida liberação.

Com o titulo de ”Passar a limpo o passado é preciso!”, o Economista Antônio De Campos, presidente da APAP, fará uma palestra sobre o tema para os estudantes e demais interessados, numa promoção do Diretório Acadêmico de História da referida universidade.

O citado tema está encerrando o Projeto – “Meia Volta, Volver!”, elaborado e viabilizado por aquele diretório acadêmico, para discutir o período da mais recente ditadura brasileira.

Cordialmente,

Fátima Farias

Assessoria de Comunicação e Imprensa

APAP

Contatos (81) 9601-9651

Preservar a memória é uma forma de se construir a história!
Associação Pernambucana de Anistiados Políticos – APAP
e-mail apap.anistiape@bol.com.br