SÓ NO CHILE?!


Juiz pede prisão de quase 100 por ligação com ditadura
Publicada em 26/05/2008 às 22h55mReuters

SANTIAGO – Quase 100 ex-militares e agentes chilenos receberam ordem de prisão na segunda-feira, como resultado da investigação sobre abusos cometidos durante a ditadura de Augusto Pinochet, segundo fontes judiciais.
O processo é relativo à “Operação Colombo”, que ocorreu no início da ditadura (1973-90) e levou à morte de 119 adversários do regime.
Alguns dos detidos trabalharam para a célebre Dina (agência de inteligência), que mantinha centros de tortura por onde passaram centenas de pessoas, sendo que muitas foram mortas.
– É uma excelente notícia, porque a Operação Colombo também era um processo em que a imunidade do general Pinochet (morto em 2006) foi suspensa, e devido ao número de vítimas é um caso emblemático – disse Sergio Laurenti, diretor-executivo da Anistia Internacional no Chile.

SAIBA MAIS http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/05/26/juiz_pede_prisao_de_quase_100_por_ligacao_com_ditadura-546521127.asp

MAIO DE 1968


1968, o ano que ajudou a desenhar a face do mundo

A imagem mais difundida do movimento de maio de 1968 – que, tendo seu epicentro nas universidades francesas, espalhou-se pelo mundo como um vagalhão – é a do levante estudantil e juvenil.
A imagem tem força – aquele movimento ganhou visibilidade quando, no dia 3 de maio de 1968, os estudantes parisienses saíram às ruas para protestar contra a decisão da reitoria da Sorbonne de fechar a célebre universidade parisiense, reagindo a um movimento à luta estudantil que crescia desde o final de 1967. Foi a primeira vez que, em 700 anos, a universidade fora fechada e seu recinto ocupado pela polícia, e a decisão foi um choque para a opinião esclarecida dos franceses.
O movimento de 1968 não surgiu, contudo, como um raio em céu azul, como se diz. E não foi somente estudantil e juvenil. As lutas sociais cresciam na Europa, nos Estados Unidos e em várias partes do mundo, particularmente na América Latina. Elas envolviam os trabalhadores, os estudantes, os negros, as mulheres, a população dos países colonizados da África e da Ásia na luta contra o imperialismo e pela independência, o protesto contra as ditaduras militares que proliferavam na América Latina.
No Brasil, aquele foi o ano do maior e mais persistente protesto de massa contra a ditadura militar, apenas superado por aquele que ocorreria dez anos mais tarde e que colocaria em xeque no regime dos generais.
A ano de 1968 ficou na história, assim, como o símbolo do maior protesto anticapitalista ocorrido na segunda metade do século XX e por isso é uma data memorável.
O conjunto de artigos e imagens cuja publicação o portal Vermelho inicia hoje é uma homenagem àqueles lutadores e àquelas lutas que, há 40 anos, ajudaram a mudar o comportamento e a forma de viver, ajudando a desenhar a face que o mundo tem hoje.

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