OLÍMPIADA: ESPAÇO DE LUTA POLÍTICA


A delegação olímpica norte-americana demonstrou que apoiava o movimento pelos direitos dos negros durante a Olimpíada do México, em outubro de 1968.

Atletas Tommie Smith e John Carlos protestam no pódio da Olimpíada
Os velocistas Tommie Smith e John Carlos –respectivamente primeiro e terceiro lugares na prova dos 200 metros rasos de atletismo– ergueram os punhos fechados durante a execução do hino nacional, símbolo da saudação típica dos radicais Panteras Negras.
O comitê internacional exigiu a expulsão dos dois atletas da delegação americana, que obedeceu à ordem do comitê. A partir de então, todos os atletas norte-americanos premiados participaram das cerimônias de pódio vestindo bonés e meias pretas, em sinal de protesto.
O bloco comunista também representou a luta antiimperialista de 1968 durante a Olimpíada do México. A ginasta tcheca Vera Calavska se tornou o símbolo da Primavera de Praga na Olimpíada. A atleta recebeu quatro medalhas de ouro na competição, a última empatada com uma ginasta russa, para quem deu as costas durante a execução do hino da ex-URSS.

Fonte: Folha Online

HISTÓRIA HOJE


ENTIDADES DE ANISTIADOS POLÍTICOS E MILITANTES
DOS DIREITOS HUMANOS SE ENCONTRAM EM RECIFE

No Sábado passado (dia 02/08), reuniram-se em Recife, na Casa da Cultura do Recife (antiga Casa de Detenção), interessados em discutir e avaliar a audiência pública, realizada pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, em 31/07/2008, em Brasília (DF) sobre: “Limites e possibilidades de responsabilização dos agentes violadores dos direitos humanos durante a ditadura militar no Brasil”.
Como resultado, as entidades de anistiados políticos do Nordeste vão se encontrar com mais frequência e reforçar a “luta pela abertura de todos os arquivos da ditadura e pela localização dos restos mortais dos desaparecidos políticos”, com o apoio de várias outras entidades, principalmente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e do CNDH (Conselho Nacional dos Direitos Humanos).
Foi ainda decidido pelos presentes a promoção de debates, para explicar à sociedade brasileira que, a Lei de Anistia Política de 1979 não beneficia tanto os perseguidos como os torturadores. Nada existe na lei a respeito, ou seja, não tem nenhum artigo ou parágrafo que destaque essa condição e, mesmo que tivesse alguma cláusula desse tipo defendendo algo semelhante, tudo isso seria nulo porque o Tribunal Internacional de 1998, em Haia, explicitou claramente que os famigerados “CRIMES DE TORTURA NÃO PRESCREVEM”!
E, não poderia ser de outra forma, pois a referida lei foi feita para anistiar os perseguidos, processados e condenados, tão-somente, por suas “atividades consideradas subversivas”, pelas quais foram então enquadrados na Lei de Segurança Nacional.
Isto posto, pretendem reforçar a campanha “pela punição pública de todos os agentes violadores dos direitos humanos durante a ditadura militar”, viabilizando as AÇÕES CÍVEIS DE RESPONSABILIDADE, tal como foram encaminhadas pelas famílias Teles/Almeida e de Luís Merlino, em São Paulo, em desfavor do Cel. Carlos Aberto Ustra, que contam com apoio do Ministério Público daquele Estado.
Essas ações ao serem aceitas pela Justiça e os processos julgados, poderão merecer uma Declaração Pública de Responsabilidade dos réus, pela prática de maus tratos e tortura aplicada contra aos presos políticos durante o período ditatorial.

Recife, 03 de agosto de 2008.
Assessoria de Comunicação/ APAP

HISTÓRIA DA CHINA


A história da China está registrada em documentos que datam do século XVI a.C. em diante e que demonstram ser aquele país uma das civilizações mais antigas do mundo com existência contínua. Os estudiosos entendem que a civilização chinesa surgiu em cidades-Estado no vale do rio Amarelo. O ano 221 a.C. costuma ser referido como o momento em que a China foi unificada na forma de um grande reino ou império. As dinastias sucessivas desenvolveram sistemas de controle burocrático que permitiriam ao Imperador chinês administrar o vasto território que viria a ser conhecido como a China.
A fundação do que hoje se chama a civilização chinesa é marcada pela imposição forçada de um sistema de escrita comum, pela dinastia Qin no século III a.C., e pelo desenvolvimento de uma ideologia estatal baseada no confucionismo, no século II a.C. Politicamente, a China, ao que parece, alternou períodos de unidade e fragmentação, sendo conquistada por vezes por potências externas, algumas das quais terminaram assimiladas pela população chinesa. Influências culturais e políticas de diversas partes da Ásia, levadas por ondas sucessivas de imigrantes, fundiram-se para criar a imagem da atual cultura chinesa.

POLÍTICA E OLIMPÍADA: UMA RELAÇÃO DOLOROSA


PARIS (AFP) – Desde a sua primeira edição, em 1896, os Jogos Olímpicos modernos raramente escaparam do contexto político mundial, pelo quê a atual polêmica envolvendo os Jogos de Pequim, neste ano, não é a primeira e nem a mais grave da História.
1896 – Atenas: A Turquia, em crise com a Grécia, não envia atletas. A equipe de ginástica francesa não embarca para os Jogos por se negar a competir contra os alemães.
1916 – Os jogos Olímpicos de Berlim são anulados devido à Primeira Guerra Mundial.
1936 – Berlim é a capital anfitriã. Durante a cerimônia de abertura desfilaram as juventudes hitlerianas. A delegação francesa, ao passar diante de Hitler, levantou o braço em um gesto ambígüo. Assegurou que foi uma “saudação olímpica”, mas a multidão presente a considerou uma saudação hitleriana e aplaudiu.
1940 – Os Jogos Olímpicos programados primeiro para Tóquio e depois para Helsinki, foram anulados. Em 1944, em plena guerra, ninguém se prontificou a organizá-los. Em 1948 foram realizados em Londres sem a presença da Alemanha e do Japão, que foram proibidos de participar.
1952 – Helsinque: Alemanha e Japão voltam a participar. A União Soviética participa pela primeira vez.
1956 – Os Jogos de Melbourne começam em 22 de novembro. No dia 24 de novembro, os tanques soviéticos invadem a Hungria. A final da disputa de waterpolo foi entre a Hungria e a União Soviética, o que gerou um enorme confronto entre os dois times. Um dos jogadores ficou ferido no supercílio. A Hungria venceu a partida, mas nenhum jogador quis voltar ao país.
1964 – Tóquio: Indonésia e Coréia do Norte foram eliminadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e a China se negou a participar em protesto contra a presença de Taiwan no COI.
1968 – O gesto com o punho levantado dos negros americanos John Carlos e Tommie Smith sobre o pódio dos 200 metros no México fez história. Protestavam contra a desigualdade racial nos Estados Unidos.
1972 – Munique: O pior drama da história dos Jogos Olímpicos. Um comando palestino seqüestrou atletas israelenses e exigiu a libertação de prisioneiros detidos em Israel. Após as negociações fracassadas, veio um banho de sangue. Morreram 11 israelenses, além de cinco seqüestradores e um policial alemão.
1976 – A maioria dos países africanos boicotou os Jogos de Montreal em protesto contra a presença da Nova Zelândia, cujo time de rúgbi jogou contra o da África do Sul, excluído do mundo esportivo devido ao regime do “apartheid” que imperava no país.
1980 – A União Soviética invadiu o Afeganistão em 24 de dezembro de 1979. Mais de 60 países, entre eles Estados Unidos, boicotaram os Jogos organizados desta vez em Moscou.
1984 – Em represália ao boicote de 1980, a União Soviética e 16 outros países satélites se negaram a participar dos Jogos de Los Angeles, nos EUA.
1988 – Seul: Em um clima de guerra fria, os países comunistas ameaçaram um novo boicote que, no final, somente a Coréia do Norte, Cuba e Etiópia aderiram.
1996 – Atlanta: Uma bomba colocada por um extremista americano explodiu na Vila Olímpica causando a morte de duas pessoas e 112 feridos.