O ROUBO DA HISTÓRIA


O roubo da história tem como objetivo examinar o modo como a Europa “roubou a história do Oriente”. Não apenas suas criações artesanais e artísticas, instituições, invenções científicas e tecnológicas, enfim todas as grandes contribuições para a humanidade de regiões do chamado Oriente, mas sua própria história. Isto é, o lugar das sociedades não-européias na explicação do mundo contemporâneo.

A historiografia européia, ao criar periodizações, como aquela que divide a história em Antigüidade, Feudalismo, Renascença e Capitalismo, contribui consideravelmente para a exclusão dos povos do chamado Oriente. Cria, como defende o autor, a falsa idéia de um desenvolvimento exclusivamente europeu, desde a civilização grega e romana até o advento do capitalismo e a dominação européia do mundo a partir do século XIX, esquema este que relega a Ásia, África e América Latina à posição de exceção, estudadas à parte, quando muito.