RESENHA: CALDEIRÃO: uma comunidade igualitária nos sertões do CE, por Edson Hely Silva (UFPE) – Clique em Caldeirão


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ARTIGO: FREI BETO



Do mundo virtual ao espiritual PDF Imprimir E-mail
ESCRITO POR FREI BETTO   
06-JUN-2008

 

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois modelos produz felicidade?”

 

LEIA MAIS: http://www.correiocidadania.com.br/content/view/1902/55/

 

Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de “O desafio ético” (Garamond), entre outros livros.

 

O SIMBOLISMO DAS ELEIÇÕES NOS EUA


Menos humanos

O racismo está intrinsecamente ligado à história dos Estados Unidos. A escravidão dos negros no período após a independência do país, em 1776, e as discussões sobre a abolição foram estopins para a guerra civil, oito décadas depois. Em uma luta pelo poder político da jovem nação, os estados do norte defendiam o fim do trabalho escravo, e os do sul queriam manter sua “propriedade”, levando a um enfrentamento que deixou um saldo de 600 mil mortos. 

 

Ampliar FotoDamon Winter/The New York Times

Barack Obama discursa para cerca de 80 mil pessoas no encerramento da convenção democrata, quando se tornou oficialmente candidato à Presidência (Foto: Damon Winter/The New York Times)

Para o professor Hall, esta idéia de “propriedade” mostra que o racismo norte-americano está ligado à mesma ética protestante que é usada para explicar parte do sucesso econômico do país no sistema capitalista. “O racismo sempre foi um assunto econômico nos Estados Unidos. Ele é discutido como um fenômeno moral, mas é basicamente econômico”, disse. 

Para ele, a religião é o que diferencia o preconceito norte-americano do existente no resto do continente. “Na América do Sul, a escravidão era um status, uma situação. Nos EUA, o escravo, o negro, não era considerado humano, era uma propriedade. Filhos de escravos na América Latina colonial eram considerados humanos, por causa da religião católica, desde então predominante. Por causa do protestantismo que dominava a América do Norte, os filhos de escravos não eram reconhecidos como humanos, apenas como propriedade, sem nenhum direito. Isso fez com que o racismo nos Estados Unidos seja mais forte e entranhado na cultura. Não havia mestiçagem, a segregação era real.” 

 Leia mais: http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL754162-16107,00-ELEICOES+NOS+EUA+POEM+EM+XEQUE+PASSADO+DE+RACISMO+DO+PAIS.html