HISTÓRIA DA (deficiente) LEITURA NO BRASIL


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Leiam atentos/as a esta matéria da Agência Senado e publicada pelo Blog da Folha/PE em 14 de março do corrente:

O brasileiro lê bem menos que os habitantes dos países desenvolvidos.

Aqui, são, em média, 2,5 livros por ano, contra 10 nos Estados Unidos ou 15 em países como a Suécia ou a Dinamarca. Mas apenas 0,9 desses 2,5 livros anuais lidos não são obras didáticas, que as escolas exigem dos alunos. As diferenças regionais brasileiras também conspiram contra o crescimento do hábito da leitura, já que só há livrarias em 30% dos 5.564 municípios.

Não é exato o número de livrarias existentes no país porque é fácil obter-se um registro de funcionamento, mesmo que o negócio principal não seja a venda de livros. Mas é seguro afirmar-se que o Brasil tem hoje menos de 2.700 livrarias, 70% das quais são de pequeno e médio porte. Um número muitíssimo inferior ao que seria ideal, na visão da Organização das Nações Unidas (ONU) para um país com 190 milhões de habitantes.

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Para encontrar as raízes dessa nossa deficiência vergonhosa, pesquisamos e encontramos uma das explicações para o fato, e ela está na história de nossa colonização.
Reproduzimos abaixo, parte do artigo “A CENSURA NO BRASIL- Do século XVI ao século XIX, de Aguinaldo Martino e Ana Paula Sapaterra, mestrandos da USP.

Em 5 de abril 1768, instituída por ordem do Marquês de Pombal, a Real Mesa Censória unifica o sistema censório anteriormente dividido entre o Santo Ofício, o Ordinário e o Desembargo do Paço. A intenção de Pombal era secularizar a censura, para atender às necessidades do Estado. Então, o rei nomeava os censores, que eram Estudos Lingüísticos XXXV, p. 234-243, 2006. [ 236 / 243 ] eclesiásticos e funcionários leigos. Cabia à Real Mesa Censória fiscalizar a impressão e a circulação de livros no Reino e também aqueles vindos de outros lugares, pois nenhum material impresso deveria entrar na Colônia sem antes ser submetido à vistoria dos censores régios. Em 18 de maio de 1768, estabeleceu-se um regimento no qual constavam todas as atribuições e normas de funcionamento da Mesa. O seu regimento previa que os censores fossem particularmente ativos contra livros que disseminassem heresias, superstições, sátiras pessoais e críticas sediciosas ao Estado. Destacava-se que estavam proibidas “as pequenas obras dos pervertidos filósofos dos últimos tempos”, que deveriam ser conhecidas apenas pelos intelectuais capazes de refutá-las. Nessa época, a censura agia, principalmente, junto às bibliotecas conventuais, pois, até então, havia poucas livrarias particulares e as tipografias ou comércios de livros eram inexistentes.

“Foram proibidas em Portugal e em suas colônias as obras das seguintes categorias:
1) os livros de autores ateus,
2) os de autores protestantes que combatessem o poder espiritual do Papa e dos bispos ou
atacassem os artigos da Fé Católica,
3) os que negassem a obediência ao Papa,
4) os livros de feitiçaria, quiromancia, magia e astrologia,
5) os que, apoiados num falso fervor religioso, levassem à superstição ou fanatismo,
6) os livros obscenos,
7) os infamatórios,
(…)
9) os que utilizam os textos das Sagradas Escrituras em sentido diferente do usado pela Igreja,
10) dos autores que misturassem artigos de fé com os de mera disciplina,
11) os que impugnassem os Direitos, Leis, Costumes, Privilégios etc da Coroa e dos Vassalos,
12) as obras “dos pervertidos filósofos destes últimos tempos…”,
13) os livros publicados na Holanda e na Suíça atribuídos a advogados do Parlamento da França
e que tratavam da separação entre o “Sacerdócio e o Império,”
14) todas as obras de autores jesuítas baseadas na “autoridade extrínseca da razão particular,”
15) os livros “compostos para o Ensino das Escolas Menores que forem contrários ao sistema estabelecido por lei anterior,”

A burocracia pombalina utilizava-se de um dos meios criticados aos jesuítas, a leitura de obras censuradas era permitida a um número restrito de funcionários encarregados de contestá-las. Os limites eram relativamente claros: autores científicos como Bacon, Galileu, Descartes, Newton, Leibnitz, Linneu,Quesnay ou Buffon eram recebidos pelo grupo político intelectual português e brasileiro; já sobre as obras dos “pervertidos filósofos”, contrárias ao Absolutismo e fiéis ao Iluminismo, constavamnautores como Voltaire, Montesquieu, Holbach, Mably, Rousseau ou Diderot.

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AOS 19 ANOS, ELE LÊ MAL. LEIA MAIS…

200 ANOS DE CHARLES DARWIN


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DARWIN, O EVOLUCIONISTA

CHARLES ROBERT DARWIN não só não foi o primeiro evolucionista como muitos pensam, como sequer foi o primeiro Darwin evolucionista. Seu avô ERASMUS DARWIN, médico e filósofo, já havia publicado em 1795 uma obra onde apresentava idéias evolucionistas precursoras de Lamarck. “Mal de família”, diriam os Criacionistas.

Charles Darwin nasceu em 1809 e desde cedo se interessou por história natural. Cursou sem concluir teologia e medicina, mas preferiu se ocupar de botânica, zoologia e geologia. Recebeu várias influências, entre elas do botânico John Stevens Henslow e do geólogo Adam Sedgwick.

Se você quer saber mais sobre a história pessoal do homem que revolucionou a ciência em sua época, assista ao documentário produzido pela Globo News em homenagem aos 200 anos de nascimento de Charles Darwin.

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FRITZ MÜLLER
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O alemão naturalizado brasileiro que defendia as teorias de Darwin e foi seu correspondente aqui do Brasil, por mais de 17 anos.

Johann Friedrich Theodor Müller (Erfurt, 31 de março de 1821 — Blumenau, 21 de maio de 1897), foi um naturalista, (zoólogo de invertebrados, botânico) e professor de matemática e ciências naturais. Foi pioneiro no apoio factual à teoria da evolução apresentada por Charles Darwin.
Seu pai foi o pastor protestante Johannes Friedrich Müller, e seu avô materno o químico J. Bartholomaeus Thomsdorff.
Fritz Müller foi aprendiz de boticário de seus treze anos até o fim do colegial. Em 1840 vai para Naumburg trabalhar numa botica. Em 1841 estuda matemática e história natural na Universidade de Berlin, formando-se no final de 1844 em filosofia. Em 1845 volta a Erfurt como professor ginasial, ensinando álgebra e história natural. Em 1845, Fritz Müller inicia o estudo de medicina em Greifswald, não se formando devido ao seu ateísmo, que o levou a não querer jurar a Deus, pedindo para fazer o juramento judaico, que lhe foi negado.
Ele foi filiado por carta a “Comunidade Livre” formada e comandada por Gustav Adolf Wislicenus (1803-1875) em Halle. Grupo que era contra a tutela espiritual feita pela Igreja Protestante, e a sua vinculação ao Estado Absolutista. Neste grupo houve a filiação dos chamados iluministas luteranos, católicos e descontentes com o Estado Absolutista. Era também membro de um clube democrático, que sofreu perseguições governamentais, assim como as “comunidades livres”.
Provavelmente, para fugir das perseguições governamentais devido a frustrada Revolução de 1848, Fritz Müller se muda para Pomerânia Ocidental, para trabalhar de 1849 a 1852 como professor particular. Em 1852, imigra para o Brasil, juntamente com uma leva de descontentes com a Revolução de 1848.
Em 1852, Fritz Müller e sua família se estabelecem na Colônia Blumenau. Em 1855, Hermann Blumenau entra em contato com o Presidente da Província João José Coutinho, para recomendar Fritz Müller e o seu irmão Herman Müller para assumirem como professores do novo colégio que o Presidente de Província desejava fundar. O motivo da recomendação era o temor que Hermann Blumenau tinha da influência nos colonos da irreligiosidade dos irmãos.
Entre 1857-1864, Fritz Müller assumiu a cadeira de matemática no Colégio Liceo (1857-1864), ministrando, também, aulas de ciências naturais por um curto periodo de tempo. O Liceo foi combatido pela elite católica, formada em sua maioria por comerciantes e politicos locais, que temiam o fato de haver luteranos((Ricardo Becker, Carlos Parucher, Bukart e Fritz Müller)) ministrando aulas, em um colégio laico subsidiado pelo governo da Província de Santa Catarina. O colégio foi fechado e os professores despedidos, entretanto Fritz Müller, Amphiloquio Nunes Pires e João José das Rosas Ribeiro de Almeida tentaram reaver seus cargos, bucando reverter judicialmente a decisão de substituição do colégio Lyceo pelo colégio Santíssimo Salvador(1865-1869), mantido por jesuítas italianos. No processo fica decidido que o professor Fritz Müller seria alocado no cargo de Naturalista da Província, em detrimento do cargo de professor vitalício.

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Fonte : Wikipédia

CHARLES DARWIN – O GÊNIO ATORMENTADO (CLIQUE AQUI PARA LER ESTE ARTIGO)

IMAGENS DE DOM HELDER CAMARA


Para os interessados, colecionadores de imagens, admiradores de Dom Helder Camara, o site Dom Total está disponibilizando no Centenário do Dom da Paz, imagens históricas do religioso brasileiro que recebeu quatro indicações ao “Prêmio Nobel da Paz” e mais de trinta títulos “Honoris Causa” pelo mundo afora.
Logo abaixo da imagem, clique no link e visite a página Dom Total.
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Clique e acesse o site Dom Total.

A ÍNDIA QUE A REDE GLOBO IGNORA E ESCONDE


Recebi estas imagens fortíssimas que retratam a pobreza e a desigualdade na Índia. Uma das grandes potências econômicas do mundo. Resolvi suprimir algumas delas e caso o leitor/ra queira visualizar mais imagens, acesse o maniadehistoria.ning.com.
Abaixo das imagens colocaremos um link com uma análise econômica sobre este grande país.

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