Fazendo História / Estudantes unidos pelo Brasil, ganham as ruas em defesa da educação, em defesa do futuro.


Do Recife

Manifestantes fizeram passeata nesta quinta-feira (30/05/2019) contra o bloqueio de verbas para universidades e institutos federais feito pelo Ministério da Educação.

Por Edilson Segundo, G1 PE


RECIFE, 16h31: Manifestação em defesa da educação é realizada no Recife nesta quinta-feira (30) — Foto: Reprodução/TV Globo
RECIFE, 16h31: Manifestação em defesa da educação é realizada no Recife nesta quinta-feira (30) — Foto: Reprodução/TV Globo

Estudantes e representantes de sindicatos, associações e movimentos sociais protestaram no Centro do Recife, nesta quinta-feira (30), contra o bloqueio de verbas para universidades e institutos federais feito pelo Ministério da Educação (MEC).

Quinze dias após o ato anterior, eles se concentraram, desde as 15h, em frente ao Ginásio Pernambucano, na Rua da Aurora, no Centro da cidade e saíram em passeata às 16h50. Outras cidades do estado também tiveram manifestações em defesa da educação.

RECIFE, 17h17: Em defesa da educação, manifestantes saem em passeata pelas ruas do Centro da capital — Foto: Edilson Segundo/G1
RECIFE, 17h17: Em defesa da educação, manifestantes saem em passeata pelas ruas do Centro da capital — Foto: Edilson Segundo/G1

“O presidente Jair Bolsonaro não voltou atrás com os cortes. Não vamos parar enquanto ele não suspender o contingenciamento até que ele entenda que só com a educação o Brasil vai voltar a avançar”, afirma a presidente da União dos Estudantes de Pernambuco (UNE-PE), Manuella Mirella.

RECIFE, 16H05: Concentração do ato em frente ao Ginásio Pernambucano, na Rua da Aurora — Foto: Edilson Segundo/G1
RECIFE, 16H05: Concentração do ato em frente ao Ginásio Pernambucano, na Rua da Aurora — Foto: Edilson Segundo/G1

O estudante do 2º ano, Igor Gabriel, de 17 anos, participou do ato com um grupo de amigos da Escola Estadual Paulo Guerra, no bairro de Tejipió, na Zona Oeste do Recife. “Viemos lutar pelos nossos direitos, por uma educação melhor”, diz o adolescente, que pretende cursar engenharia civil na universidade.

RECIFE, 16h: Manifestantes se reúnem na Rua da Aurora nesta quinta-feira (30) — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press
RECIFE, 16h: Manifestantes se reúnem na Rua da Aurora nesta quinta-feira (30) — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) monitoraram o ato. O trajeto da passeata incluiu a Rua João Lira, Rua dos Palmares, Avenida Cruz Cabugá, Rua do Hospício, Avenida Conde da Boa Vista e a Avenida Guararapes.

O protesto chegou à Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife, às 18h35. No local, ocorreu a dispersão dos manifestantes, encerrando o ato.

RECIFE, 18h08: Ato em defesa da educação interdita a Avenida Conde da Boa Vista, no Centro da capital — Foto: Edilson Segundo/G1
RECIFE, 18h08: Ato em defesa da educação interdita a Avenida Conde da Boa Vista, no Centro da capital — Foto: Edilson Segundo/G1

Outros atos

Na manhã desta quinta-feira (30), outros atos em defesa da educação foram realizados em diferentes cidades de Pernambuco. Além do Recife, também foram registradas manifestações em Barreiros, na Zona da Mata; e em Caruaru e Garanhuns, no Agreste.

Por volta das 10h, estudantes, professores e servidores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) realizaram um “abraço simbólico” ao prédio da instituição, no bairro de Dois Irmãos, na Zona Norte do Recife. A mobilização também contou com apresentações de pesquisas e projetos de extensão em aulas de rua. (Veja vídeo abaixo)

Estudantes fazem protesto em defesa da educação

Em Barreiros, estudantes criticaram cortes de recursos para o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). A concentração para a mobilização começou às 7h. Com faixas e cartazes, alunos saíram do campus, na zona rural, e caminharam até o Centro do município, às 9h. Eles fizeram uma aula aberta à população e encerraram o ato por volta das 11h.

Em Caruaru, o protesto começou às 9h e contou com a participação de estudantes, professores e servidores do IFPE. Também foram para o ato em defesa da educação universitários e estudantes das rede pública de ensino médio. A concentração ocorreu na frente de um hotel no Centro da cidade. O grupo seguiu em passeata pelas ruas da região.

É assim que se faz história, é assim que se muda um país para melhor.

História do Forró


Conheça a história do Forró, o ritmo vindo do Nordeste que encantou todo país

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O Forró é um ritmo contagiante. A paixão dos brasileiros por esse estilo musical pode ser explicado por dois motivos. Primeiro, porque ele é capaz de animar qualquer festa. Além disso, o Forró também é muito bom para a saúde, pois reduz calorias e fortalece os músculos das pernas, do abdômen e dos glúteos. Geralmente uma hora de Forró é capaz de queimar 200 calorias ou mais.

Mas, onde surgiu este ritmo que conquistou os brasileiros? Quais são os tipos de Forró mais conhecidos? Conheça essas e outras curiosidades logo abaixo!

Significado

A princípio é possível destacar que o termo “Forró” se refere a festa onde, normalmente, as pessoas dançam, tocam e se divertem. No entanto, o termo não é designado para todo tipo de festa ou para qualquer música. É necessário ter uma sequência de ritmos nordestinos como, por exemplo, o xaxado, coco, baião, xote, entre outros. Hoje em dia, muitas pessoas acreditam que o Forró pode ser definido como um gênero musical e como uma dança.

Etimologia da palavra

Atualmente, existem três versões para a origem histórica do termo “Forró”. Entre elas, a mais conhecida afirma que o termo apareceu, pela primeira vez, no fim do século XIX. Ele surgiu nas construções das estradas de ferro no Nordeste, onde alguns ingleses moravam.

Naquela época, os ingleses faziam várias festas, porém poucas eram abertas à população. Quando o acesso era liberado para o público geral, na entrada havia um cartaz com a seguinte frase: “For All”, ou seja, “para todos”. Acredita-se que o termo Forró surgiu como variação da pronúncia dessa expressão.

A segunda versão é muito semelhante a primeira. No entanto, a principal diferença é em relação aos responsáveis pela festa que, nesse caso, eram os soldados norte americanos. Os eventos ocorriam durante a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945).

A terceira versão é a mais antiga. Nela, o termo forrobodó, de origem africana, ficou conhecido. Acredita-se que este termo significa “algazarra”, “festa para a ralé” e “arrasta-pé”.

Tipos de Forró

Forró Pé de Serra

Em meados da década de 1940, no Nordeste, surgiu o famoso Forró Pé de Serra. A principal característica desse ritmo é que ele possui como fonte de inspiração o universo rural do sertanejo. Geralmente, esse ritmo é tocado por trios de zabumba, além de sanfona e triângulo. A maioria das danças tem passos básicos e variações simples, entre elas, podemos destacar: o giro simples da dama. No Brasil, o Forró Pé de Serra é representado por vários artistas. É possível destacar: Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Genival Lacerda e Adlemario Coelho.

Forró Universitário

O Forró Universitário surgiu, entre as décadas de 1990 e 2000, quando jovens da região Sul do nosso país começaram a tocar e a dançar o Forró de Pé de Serra com coreografias diferentes das que eram conhecidas até então. Os novos estilos tinham influências do Rock`n Roll, Samba, Funk e Reggae.

As influências que o Forró Universitário recebeu foram responsáveis por introduzir novos passos como, por exemplo, giros mais complexos. Este ritmo tem três das várias danças que compõe o Forró Pé de Serra. São elas: baião, xote e xaxado (menos comum). Na música, são utilizados violão, contrabaixo e percussão.

Várias bandas universitárias como, por exemplo, Fala Mansa, Rastapé e Forróçacana, agitam as festas pelo país afora.

Forró Eletrônico

Este ritmo surgiu na década de 1990. Tem uma linguagem estilizada e um visual muito chamativo. Utiliza instrumentos eletrônicos como guitarra, contrabaixo e, especialmente o órgão eletrônico, que substitui a sanfona. A dança é mais sofisticada e não possui passos pequenos como ocorre em outros tipos de Forrós que citamos. Entre os artistas, podemos destacar: Frank Aguiar e as bandas Mastruz com Leite, Magnificos, Calcinha Preta e Calypso.

História do Café no Brasil


O café chegou ao norte do Brasil, mais precisamente em Belém, em 1727, trazido da Guiana Francesa para o Brasil pelo Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta a pedido do governador do Maranhão e Grão Pará, que o enviara às Guianas com essa missão. Já naquela época o café possuía grande valor comercial.

Palheta aproximou-se da esposa do governador de Caiena, capital da Guiana Francesa, conseguindo conquistar sua confiança. Assim, uma pequena muda de café Arábica foi oferecida clandestinamente e trazida escondida na bagagem desse brasileiro.

Devido às nossas condições climáticas, o cultivo de café se espalhou rapidamente, com produção voltada para o mercado doméstico. Em sua trajetória pelo Brasil o café passou pelo Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Num espaço de tempo relativamente curto, o café passou de uma posição relativamente secundária para a de produto-base da economia brasileira. Desenvolveu-se com total independência, ou seja, apenas com recursos nacionais, sendo, afinal, a primeira realização exclusivamente brasileira que visou a produção de riquezas.

Em condições favoráveis a cultura se estabeleceu inicialmente no Vale do Rio Paraíba, iniciando em 1825 um novo ciclo econômico no país. No final do século XVIII, a produção cafeeira do Haiti — até então o principal exportador mundial do produto — entrou em crise devido à longa guerra de independência que o país manteve contra a França. Aproveitando-se desse quadro, o Brasil aumentou significativamente a sua produção e, embora ainda em pequena escala, passou a exportar o produto com maior regularidade. Os embarques foram realizados pela primeira vez em1779, com a insignificante quantia de 79 arrobas. Somente em 1806 as exportações atingiram um volume mais significativo, de 80 mil arrobas.
Por quase um século, o café foi a grande riqueza brasileira, e as divisas geradas pela economia cafeeira aceleraram o desenvolvimento do Brasil e o inseriram nas relações internacionais de comércio. 

Revista do Café

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UM FURACÃO INTELECTUAL NA TERRA DE CÍCERO DIAS


Tobias Barreto

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

pesquisaescolar@fundaj.gov.br


Tobias Barreto de Meneses nasceu em Campos, Sergipe, no dia 7 de junho de 1839, filho de Pedro Barreto de Meneses, escrivão de órfãos e ausentes da localidade e Emerenciana de Meneses.

Em 1846, matriculou-se na escola primária do professor Manuel Joaquim de Oliveira Campos, na cidade onde nasceu e, em 1851, foi levado à cidade de Estância para aprender latim com o padre Domingos Quirino. Dedicou-se tanto e teve tão bom aproveitamento que, em 1857, foi designado para a cadeira de latim da vila de Itabaiana.

Entre 1854 e 1865 foi professor particular de diversas matérias. Prestou concurso para a cadeira de latim do Ginásio Pernambucano, no Recife, mas não conseguiu ser nomeado.

Em 1861, viajou à Bahia para seguir a carreira eclesiástica, mas não suportando sua rígida disciplina e sem vocação firme, abandonou o seminário.

Fez os exames preparatórios necessários à matricula no ensino superior, em Salvador.

Mudou-se para o Recife e em 1864, matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife, onde foi uma das figuras mais importantes do movimento intelectual conhecido como a Escola do Recife, formando-se em 1869.

Durante o seu período na Faculdade colaborou com os jornais O Acadêmico (1865); A Luta (1867); A Regeneração (1868); O Vesúvio (1869); Correio Pernambucano (1869), onde foram publicados artigos de filosofia. O Diario de Pernambuco também publicou várias de suas poesias e o Jornal do RecifeA ProvínciaCorreio do Norte, artigos de várias naturezas.

Casou-se, em 1868, com a filha de um coronel, proprietário de engenhos no município de Escada, Pernambuco, e antes de concluir o curso de Direito já estava com um filho de poucos meses.

Durante o ano de 1870 morou no Recife, onde redigiu o jornal O Americano e, em 1871, radicou-se na cidade de Escada, em Pernambuco, onde exerceu a advocacia e dedicou-se ao estudo da língua alemã, sendo um autodidata.

Como dono de uma pequena tipografia em Escada publicou os seguintes periódicos: Um Sinal dos Tempos (dez números, 1874); A Comarca da Escada (cinco números, 1875); Desabuso (cinco números, 1875); Aqui pra Nós (dois números, 1875); O Povo da Escada (três números, 1876); A Igualdade (um número, 1877) e Contra a Hipocrisia (dezesseis números, 1879)

Redigiu e publicou em alemão o jornal Deutscher Kaempfer, (O lutador alemão), Brasilien wie est ist (1876) e Ein Brief na diedeutsche Presse (1878).

No campo da poesia competiu com o poeta baiano Antônio de Castro Alves, a quem superou do ponto de vista cultural.

Aos 43 anos mudou-se de Escada para o Recife, onde, em 1882, através de concurso, conseguiu uma cátedra na Faculdade de Direito do Recife. Desde então dedicou-se exclusivamente a ensinar Direito e a estudar Filosofia.

Problemas de saúde e financeiros acabaram por impedi-lo de sair de casa. Tentou uma viagem à Europa para tratar da saúde, mas não conseguiu por falta de condições financeiras.

Morreu no Recife, no dia 26 de julho de 1889, com cinqüenta anos de idade. Seus ossos foram transportados para a cidade de Aracaju, Sergipe, e colocados em uma urna de bronze, embaixo de uma estátua erigida em sua homenagem.

Suas obras completas, publicadas pelo Instituto Nacional do Livro, incluem os seguintes títulos: Ensaios e estudos de filosofia e crítica, 1975; Brasilien, wie es ist, 1876; Ensaio de pré-história da literatura alemãFilosofia e críticaEstudos alemãs, 1879; Dias e noites, 1881; Menores e loucos, 1884;Discursos, 1887 e Polêmicas, 1901.

Recife, 17 de julho de 2003.
(Atualizado em 8 de setembro de 2009).

FONTES CONSULTADAS:


ACADEMIA Brasileira de Letras. Disponível em:<http://www.academia.org.br/cads/38/tobias.htm>. Acesso em: 18 jun. 2002.


BEVILAQUA, Clovis. História da Faculdade de Direito do Recife. 2.ed. Brasília: INL; Conselho Federal de Cultura, 1977. p. 348-349.


FRANCOVICH, Guillermo. Filósofos brasileiros. Rio de Janeiro: Presença, 1979. p.39-51.


MONT’ALEGRE, Omer. Tobias Barreto. Rio de Janeiro: Vecchi, 1939.

TOBIAS Barreto. [Foto neste texto]. Acervo nda Fundação Joaquim Nabuco.


COMO CITAR ESTE TEXTO
:


Fonte
: GASPAR, Lúcia. Tobias Barreto. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.