Queima de livros na História


10 LAMENTÁVEIS QUEIMA DE LIVROS NA HISTÓRIA HUMANA…

Sim, livros tem poder. Eles libertam, criam independência, e opinião. Justamente por isso, assim como já ocorreu com “as bruxas”, ao longo da história humana os livros foram queimados. Nesta lista uma seleção com 10 lamentáveis queima de livros na história humana:
1 – A queima nazista: Que a ascensão nazista provocou as maiores atrocidades em nossa recente história não restam dúvidas. E com os livros não foram diferentes, pois tão logo Hitler chegou ao poder como ação propagandista do novo sistema em diversas cidades alemãs foram organizadas sessões de queima de livros que não estevam de acordo com os padrões impostos pelo regime nazista.Thomas Mann,Sigmund Freud, Albert Einstein, Karl Marx, foram alguns dos autores que arderam nas piras de Hitler;
2 – A Dinastia Chin: Outra conhecida queima de livros na história se deu por ordem do Primeiro Imperador da Dinastia Chin que por volta de 213 a.C mandou queimar uma grande quantidade de livros que preservavam ideias e moral dos antigos;
3 – A queima do faraó: Por ordens do faraó Akhnatón que sucedeu Ramsés II milhares de papiros foram queimados por falarem de espectros e demiurgos extinguindo cerca de 75% da literatura existente;
4 – Os livros queimados de Wilhelm Reich: Com uma acusação de pornografia o Departamento de Estado America mandou queimar livros do autor, que entre outras contribuições para a sociedade está o debate das funções do orgasmo;
5 – A Destruição da Biblioteca de Alexandria: A destruição de uma das maiores bibliotecas da história antiga representou um verdadeiro “livrocídio”. Embora os historiadores divirjam e muito sobre o que realmente aconteceu a versão que se popularizou é a de que a biblioteca foi destruída por ordem de Amr ibn al-As, governador provincial do Egito em nome do califa Rashidun Omar ibn al-Khattab, pouco depois da conquista do Egito comandada por Amr em 642
6 – A inquisição: Outro evento histórico responsável pelo extermínio de uma grande quantidade de livros foi a inquisição, que queimava não somente a obra, mas muitas vezes seus autores. Só em Salamanca durante a inquisição espanhola, mais de 600 títulos foram para a fogueira;
7 – Fim aos escritos budistas: Em 1.153 com a conversão das Maldivas ao Islã, além da decapitação dos monges budistas, uma grande quantidade de escritos sobre o budismo foram incinerados;
8 – A briga entre Henrique VIII e o Papa: entre 1536 e 1550 a briga entre Henrique VIII e o papa resultou na incineração de textos católicos, fazendo em cinzas cerca de 300.000 volumes;
9 – Queima do Alcorão: Não é preciso queima uma biblioteca inteira para causar uma confusão internacional. Em 2012 soldados estrangeiros queimaram exemplares do Alcorão em uma base americana o que obviamente insuflou os ânimos na região;
10 – A Fogueira das Vaidades: Em 7 de fevereiro de 1497 aconteceu a mais famosa das fogueiras das vaidades. Partidários Girolamo Savonarola recolheram livros e outros objetos de artes ou cosméticos que teriam a capacidade de incitar ao pecado queimando-os em praça pública.

Fonte: Lista Literárias

Reforma Tributária/Historicamente os pobres sustentam os ricos no Brasil


Sistema de cobrança de impostos brasileiro penaliza mais pobres

Brasília – O Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo e um dos sistemas mais perversos e injustos de recolher impostos. Como se não bastasse cobrar demais pelo que não entrega, exige maior contribuição justamente da parcela da população que tem a menor renda e que mais precisa dos péssimos serviços públicos oferecidos pelo governo com o dinheiro dos contribuintes. Em outras palavras, paga mais quem ganha menos. A classe média também é penalizada, porque, além de ser fortemente taxada, gasta com serviços privados de saúde, educação e segurança para não depender de escolas de baixíssima qualidade, hospitais precários e um sistema de proteção ineficaz e perigoso.

No final do ano passado, a Receita Federal divulgou a carga tributária bruta de 2013, de 35,95% do Produto Interno Bruto (PIB). Tal nível de impostos coloca o Brasil no topo do ranking das nações da América Latina. Na avaliação do advogado tributarista Anderson Cardoso, sócio do escritório Souto Corrêa, o Brasil não só lidera o ranking da América Latina como está bem distante do segundo colocado. “A média é de 21,3% dos outros países, enquanto no Brasil é quase 36% do PIB. Temos carga de primeiro mundo e serviços de terceiro”, aponta.

O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) calcula que o brasileiro precisou trabalhar cinco meses em 2014 apenas para pagar impostos, o dobro do tempo que gastava na década de 1970. Seguramente, os serviços públicos não avançaram nessa proporção. Para o presidente do IBPT, João Eloi Olenike, o problema mais grave do modelo brasileiro de tributação é a concentração dos impostos sobre consumo e produção. “Cerca de 70% da arrecadação é em cima de consumo, o que torna o sistema regressivo, ou seja, todos pagam a mesma coisa, mas a pressão sobre a renda dos pobres é maior”, diz.

O especialista destaca que, quando se prioriza o imposto do consumo, às vezes as pessoas nem sabem que estão pagando tributos. É o que ocorre com Wilson Teixeira dos Santos, de 46 anos, que não tem consciência de quanto compromete de sua renda em impostos. Sem emprego fixo, ele faz bicos, como entregar frutas para lanchonetes, trabalho que garante uma renda mensal de apenas R$ 480. “Meus gastos são com comida, aluguel, luz e água, mas não faço ideia de quanto pago de imposto”, diz. Sem saber, ele paga 48,28% de tributos na conta de luz e 37,88% na de água.

Olenike, do IBPT, explica que os impostos sobre consumo têm efeito cascata, porque os que incidem sobre a produção, como IPI, PIS e Cofins, acabam sendo repassados para o consumidor, inseridos no preço final dos produtos. “Além disso, a maior arrecadação é do ICMS, que está em todos produtos e serviços”, observa. O especialista detalha que, na maioria dos países desenvolvidos, o sistema é progressivo, sobrecarregando as pessoas de alta renda. “No Brasil, 70% dos tributos são sobre consumo, 25% sobre renda e somente 5% sobre patrimônio. Isso provoca uma distribuição de renda ao contrário, que pune pobres e beneficia ricos”, avalia.

DISTORÇÕES A tributarista e sócia do escritório Miguel Neto Advogados Valéria Zotelli alerta para a perversidade do modelo brasileiro. Mesmo no caso do Imposto de Renda (IR), que é progressivo, há graves distorções. “Deveria haver mais alíquotas porque a classe média, que ganha ligeiramente acima de R$ 4,6 mil, paga 27,5% de IR, o mesmo percentual de ricos que ganham R$ 1 milhão. É preciso ampliar as faixas”, diz.

Valeria sustenta que certos produtos também deveriam ter diferenciação, como remédios. “Os pobres pagarem a mesma coisa que ricos e até classe média é uma vergonha. O país não leva em conta a capacidade contributiva”, diz. Medicamentos têm uma carga tributária de mais de 33%. Outro exemplo de como os pobres são mais penalizados é a tributação de bebidas alcoólicas. A cachaça é taxada em mais de 80%, quando a carga tributária das outras bebidas varia de 59% a 61%, respectivamente (veja a cesta de impostos por classe social ao lado).

Para Anderson Cardoso, o problema mais grave é a falta de retorno para os contribuintes. “Os pobres são obrigados a aceitar serviços públicos ruins. Já a classe média precisa contratar serviços privados, como escola particular, planos de saúde e seguros”, lembra. O fisioterapeuta aposentado Vantuil Lima Alves, de 70, é um exemplo disso. Com três filhos, Alves pagou escola particular para dois deles e o terceiro escolheu o Colégio Militar. Também gasta com plano de saúde e tem o carro e a casa segurados porque não confia na segurança pública. “O contribuinte trabalha metade do ano para pagar impostos e o retorno é muito ruim”, reclama.

Apesar de serem os maiores beneficiados pelo modelo brasileiro de tributação, os contribuintes de alta renda também não se sentem confortáveis. O economista e servidor público Marco Aurélio Pacheco de Brito, de 68, lamenta as distorções tributárias do Brasil. “Hoje nossa carga é de quase 40% do PIB (Produto Interno Bruto). Existem países em que até é mais alta, mas eles têm resposta dos governos em termos de serviços públicos. Isso não ocorre no Brasil, que deveria promover desonerações para as classes mais desfavorecidas”, afirma.

Fonte: SindJus