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Dr Jones Albuquerque atua no IRRD ( Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco ) da UFRPE, e do Lika (Laboratório de Imunopatologia Keizo-Asami), da UFPE, instituições que têm auxiliado Pernambuco a adotar a política de controle da infecção pelo coronavírus

O IBGE E SUA IMPORTÂNCIA


IBGE

GEOGRAFIA

A importância do IBGE reside, principalmente, na produção de dados e informações para instrumentalizar estudos científicos e planejamentos de ações públicas.


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – o IBGE – é um órgão estatal criado na década de 1930 pelo Governo Vargas em substituição ao DNE (Departamento Nacional de Estatísticas) com o intuito de realizar estudos e levantar dados quantitativos e qualitativos sobre o território brasileiro e sua população. Segundo o próprio órgão, a sua missão institucional é “retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento da sua realidade e ao exercício da cidadania”.
O instituto foi primeiramente idealizado em 1933, logo no início do Governo Provisório, em um anteprojeto iniciado por Juarez Távora, então ministro da agricultura. Após sua institucionalização em 1934, foi criado em 1936 o então Instituto Brasileiro de Estatística (INE), mesmo ano da criação do Conselho Nacional de Estatística (CNE).

No ano seguinte, foi criado o Conselho Nacional de Geografia (CGE), que era uma intendência subordinada ao INE e autorizada a aderir a UGI (União Geográfica Internacional). A intenção inicial do CGE era elaborar cartogramas e informações geográficas necessárias à estatística nacional.
Finalmente, em 1938, a articulação desses órgãos criou o IBGE, transformando, assim, o INE em uma entidade mais ampla, tendo os conselhos de Geografia e de Estatísticas subordinados e atuantes de forma autônoma. A partir de então, esse órgão passou a elaborar vários documentos acerca do território brasileiro, cumprindo a intenção de Getúlio Vargas, que era a de obter mais conhecimentos e informações sobre o espaço geográfico do país, a fim de melhor planejar e coordenar ações públicas, bem como para garantir a soberania nacional.
Um dos mais importantes trabalhos realizados pelo IBGE foi a divisão regional brasileira, finalizada no ano de 1942. Nessa primeira divisão, o país era dividido em Norte, Nordeste, Leste, Centro-Oeste e Sul.

Mas, com certeza, o mais importante dos estudos realizados pelo IBGE foi o Recenseamento ou Censo Demográfico brasileiro. Atualmente ele é realizado a cada dez anos e possui a qualidade de levantar dados estatísticos com base em visitas residenciais a toda a população brasileira. Apesar dessa pesquisa existir desde o século XIX, foi com o IBGE que ela ganhou uma melhor estruturação.
Com o passar dos anos, esse instituto conheceu várias reformulações e hoje está cada vez mais bem estruturado. Suas funções principais, além de produzir dados estatísticos, são: coordenar a leitura desses dados, produzir gráficos e mapas a partir das informações obtidas, associar informações quantitativas e matemáticas a dados e informações geográficas, elaborar e estruturar sistemas de informações ambientais, divulgar boletins e notícias referentes a informações obtidas, além de coordenar todos os sistemas estatísticos e cartográficos do país. Dessa forma, esse órgão, ao lado de outras instituições como o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espacias), é a principal fonte para cientistas, estudantes e, principalmente, gestores públicos que planejam e coordenam ações para melhoria estrutural e social do território brasileiro.

Fonte: Brasil Escola

O LENDÁRIO ENGENHO GALILÉIA


Seis décadas depois, a vida no Engenho Galiléia, marco das Ligas Camponesas, mudou totalmente

Publicado em 12/01/2015

por Cláudia Ferreira politica.pe@dabr.com.br

por Tércio Amaral

Severino Souza é memória viva do local. Fotos: Paulo Paiva/DP/D.A. Press

Severino Souza é memória viva do local. Fotos: Paulo Paiva/DP/D.A. Press


É no Engenho da Galiléia, o primeiro caso de reforma agrária no Brasil após o fim da 2º Guerra Mundial, que esse velho senhor observa a saída da população assentada, com as vendas das propriedades rurais, e o fim da agricultura de subsistência na antiga propriedade. “Não tem mais cana, hoje tudo virou mato”. Seu Zé Biu pode ser considerado uma “ilha de resistência” no assentamento que deu projeção nacional ao então deputado pernambucano Francisco Julião (1915-1999), que completa 100 anos de nascimento no próximo mês e é um quadros históricos do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

“Quando ele chegava aqui, era uma festa. O povo ia buscar ele com as enxadas nas mãos, levava nos braços, minha finada mãe jogava pétalas de rosas”, conta Zé Biu, mostrando, em seu jardim, algumas delas e reforçando que ainda planta e colhe no local, com a companhia de alguns filhos que ficaram. Francisco Julião foi o advogado da então Sociedade Agrícola e Pecuária de Plantadores de Pernambuco (SAPPP), criada em 1954 e legalmente constituída um ano depois, mais conhecida como Ligas Camponesas. Passados anos e mais anos, o local ganhou novos contornos.

Algumas empresas de avicultura, por exemplo, ocupam o espaço antes designado a agricultures, tachados de comunistas, que se escondiam nos matos (ou na capoeira) em virtude da perseguição das Forças Armadas, durante o regime militar (1964-1985). Descendentes de ex-líderes do movimento, quando ainda permanecem, pouco sabem do passado e têm uma vida “conectada” com a cidade grande, no caso, o novo polo de desenvolvimento de Vitória de Santo Antão, com megalojas e indústrias. “Hoje é muito difícil aqui ter alguma família sem moto ou carro. Eles saem, trabalham na cidade e voltam”, diz o sobrinho de Seu Biu, o motorista aposentado Zito da Galiléia, de 67 anos, ao falar da nova realidade das 308 famílias que aindam habitam o local.


É dele a iniciativa de instalar uma espécie de memorial no local, que conta com uma biblioteca e uma placa simbólica onde os líderes das Ligas Camponesas começaram a se reunir. Histórias não faltam. Ele guarda, por exemplo, um antigo gerador doado por Robert Kennedy (1925-1968), conselheiro do irmão e ex-presidente do Estados Unidos John Kennedy (1917-1963). “Eles achavam que a Galiléia tinha ligação com os cubanos. Quando visitou, em 1961, viu que não tinha nada a ver e deu a máquina de presente”.

Biblioteca tenta reparar a história

Uma carroça puxada a cavalo trafega na Avenida Caxangá nos últimos dias de 1954. O destino é um sobrado na Várzea, bairro situado na Zona Oeste do Recife, onde vivia Francisco Julião. Zé dos Prazeres, idealizador do movimento, liderou seu grupo em várias tentativas frustradas de conseguir registrar juridicamente a associação, até bater na porta do advogado recém-eleito deputado estadual, que aceitou de pronto a causa dos camponeses. Sua liderança, no entanto, não resistiu ao embate com Julião, que ocorreria, por ironia da história, logo após o triunfo em Galiléia, desapropriado em 1959.

Conta a história que o então governador Cid Sampaio pretendia transferir algumas das famílias do Galiléia para outras terras por acreditar serem elas insuficientes do ponto de vista produtivo para contemplar a todos. Prazeres encampou a ideia. Mas Julião não. E inflamou os galileus, que não deveriam deixar seu pedaço de terra “ainda que seja apenas um hectare”.

A vida e o tempo não foram tão generosos com o velho comunista como foi com o heroico advogado. O segundo ganhou o reconhecimento dos livros de história como grande líder e agitador das massas ao passo que, sobre o primeiro, mal se sabe a data de sua morte. Tido como traidor pelo povo por quem sempre empreendeu todas as suas forças, Zé dos Prazeres tirou seu time de campo e jamais retornou ao movimento camponês. Mas Zito da Galiléia assumiu a responsabilidade de fazer essa reparação histórica.

O nome de José Ayres dos Prazeres agora batiza a biblioteca que será inaugurada hoje nas terras que são símbolo da resistência campesina. Zito se orgulha. “O acervo tem em torno de 5,5 mil obras. Temos uma grande quantidade de livros sobre as Ligas, a ditadura, movimentos populares”, destaca. Mas também lamenta.

Zito se diz solitário na tarefa de resgate do legado de seus companheiros do passado. “Fico sozinho falando pro povo”, diz, num breve momento de desânimo. Durante quatro anos e sem qualquer auxílio do poder público, a venda de DVDs e raras doações custearam a construção da biblioteca. Realizado por Zito, o documentário A Liga que Ligou o Nordeste tem 26 minutos de duração e rendeu mais de 300 cópias vendidas. Um trabalho amador, feito com objetivo definido. “Com a renda, eu ia comprando o cimento e os tijolos”, conta, depois do dever cumprido com José Ayres.

Saiba mais

O engenho da Galiléia foi o primeiro caso de reforma agrária do Brasil após a 2ª Guerra Mundial, em 1959. O engenho era de propriedade do latifundiário Oscar de Arruda Beltrão, que chegou a alugar as terras aos trabalhadores após a falência do empreendimento

A propriedade tem 503 hectares e abriga em torno de 300 famílias e 1,3 mil pessoas. A antiga propriedade foi dividida em lotes de 3 a 8 hectares. Atualmente, poucos descendentes dos militantes continuam vivendo no local. Muitos já venderam as terras

Segundo relatos orais, o nome do engenho é obra da família de Beltrão, que tinha como tradição visitar a região do Israel todos os anos. Viram semelhança entre a paisagem da Galiléia, atual Israel, quando compraram a terras e resolveram fazer uma homenagem ao local

Os camponeses conseguiram a posse das terras após um ato diante do Palácio do Campo das Princesas, em Recife, no final da década de 1950. Os trabalhadores pressionaram o governador Cid Sampaio, que assinou a desapropriação de Galiléia na sacada do palácio do governo. O protesto foi liderado pelo deputado Francisco Julião

O nome Ligas Camponesas, ao designar o movimento dos trabalhadores da Sociedade Agrícola e Pecuária de Plantadores de Pernambuco (SAPPP), foi uma tentativa do governo local, na época, para associar os trabalhadores ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), que, na década de 1940, manteve a Liga Camponesa da Iputinga, no Recife

Apesar de ser confundido como um dos fundadores, o então deputado Francisco Julião não fundou as Ligas Camponesas em Vitória de Santo Antão. O fato foi reconhecido por ele em vida. O deputado foi advogado da SAPPP e se envolveu com o movimento

Na gestão do então governador Miguel Arraes (PSB), na década de 1960, uma área foi escolhida para um procedimento de terraplenagem para a construção de uma vila. Na época, um boato noticiava que a ideia era construir um aeroporto para receber armas de Cuba

Fonte: Diário de PE

GESTOS DE SUPREMACIA BRANCA E ORGANIZAÇÕES NAZISTAS NO BRASIL. É POSSÍVEL?


Grupos de supremacia branca se apropriam de gestos para se identificarem, mostra lista de associação dos EUA; entenda sinais


Homem identificado como integrante do grupo racista Proud Boys faz gesto associado à supremacia branca durante invasão ao Capitólio dos EUA, em 6 de janeiro — Foto: By Elvert Barnes from Silver Spring MD, USA - 24.ProudBoys.USSC.WDC.6January2021, CC BY-SA 2.0

Homem identificado como integrante do grupo racista Proud Boys faz gesto associado à supremacia branca durante invasão ao Capitólio dos EUA, em 6 de janeiro — Foto: By Elvert Barnes from Silver Spring MD, USA – 24.ProudBoys.USSC.WDC.6January2021, CC BY-SA 2.0

Grupos de supremacia branca e outras organizações nazistas se valem de diferentes símbolos para que os extremistas se identifiquem uns aos outros. São desenhos, tatuagens e inclusive gestos com a mão.

No caso dos gestos, muitas vezes eles são usados como uma tática subliminar, para que a mensagem não seja captada por todas as pessoas. Por isso, a organização americana Liga Antidifamação (ADL, na sigla em inglês) criou uma lista de sinais associados a essas facções supremacistas. Veja abaixo algumas delas.

Gestos mencionados como ligados a grupos supremacistas brancos pela organização ADL — Foto: ADL/Reprodução

Gestos mencionados como ligados a grupos supremacistas brancos pela organização ADL — Foto: ADL/Reprodução

Da esquerda para a direita, os gestos significam o seguinte:

  • Braço erguido e ‘K’ feito com a mão — referência à organização supremacista Ku Klux Klan, por trás de ataques terroristas e perseguição às populações negras nos EUA.
  • Saudação nazista — é a mesma saudação que se fazia ao ditador nazista alemão Adolf Hitler, responsável pelo extermínio de milhões de pessoas na Europa nas décadas de 1930 e 1940.
  • Aryan Circle — o gesto com a mão serve para evidenciar os números 1 e 3, correspondentes às iniciais do Aryan Circle, uma das maiores facções supremacistas nos presídios americanos.
  • 88 — com as mãos, o criminoso faz menção ao número correspondente à letra H; ou seja, HH, da saudação nazista Heil, Hitler.
  • 2 e 3 — com as mãos, o 23 faz referência à letra W, de white (branco), e também é usada em grupos racistas nos EUA
  • WP — outra forma de se fazer as iniciais de white power, ou seja, poder branco.

A lista completa da ADL também contempla tatuagens com números (como o 88, de Heil Hitler), bandeiras como a suástica ou determinadas runas antigas como símbolos usados por grupos criminosos caráter nazista.

No Brasil, é crime praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A pena pode chegar a cinco anos de reclusão.

E o símbolo do OK?

A ADL também menciona, dentre os gestos citados, o símbolo que era conhecido como ‘OK’: um ato de pinça com o polegar e o indicador, deixando os demais dedos erguidos.

Um movimento igual a esse foi feito pelo assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe Martins, durante audiência com senadores. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ordenou a abertura de uma investigação na Polícia Legislativa. Martins, por outro lado, diz que fez o gesto para ajeitar o paletó. Segundo o blog de Gerson Camarotti, o presidente Jair Bolsonaro vai afastar o assessor do Planalto.

A associação explica que o uso do OK com conotação de supremacia racial surgiu de um boato plantado na internet para que grupos progressistas se enganassem sobre pessoas fotografadas fazendo o gesto. No entanto, o gesto realmente acabou apropriado por organizações racistas nos EUA para designar as letras W e P — de White Power, ou Poder Branco, em inglês.

Isso ficou ainda mais evidente quando o assassino que matou 51 pessoas em mesquitas na Nova Zelândia fez o gesto durante uma audiência criminal em Christchurch. Ele foi condenado à prisão perpétua.

Por isso, a ADL alerta que esse símbolo foi apropriado por grupos extremistas recentemente e pede cautela ao avaliar se alguém fez o gesto por razões racistas. “Não se pode presumir que alguém fazendo esse sinal esteja fazendo de brincadeira ou por um supremacia branca — a não ser que haja outras evidências contextuais que sustentem a acusação“, pondera a associação.

Fonte: G1

MULHERES DE TEJUCUPAPO


As mulheres guerreiras do Tejucupapo EM 1646 AS MULHERES DE TEJUCUPAPO CONQUISTARAM O TRATAMENTO DE HEROÍNAS, POR TEREM COM AS ARMAS, AO LADO DOS MARIDOS, FILHOS E IRMÃOS, REPELIDO 600 HOLANDESES QUE RECUARAM DERROTADOS Quando se deu o episódio de Tejucupapo, os holandeses já tinham perdido a quase totalidade do domínio nas terras pernambucanas, estavam … Continue Lendo “MULHERES DE TEJUCUPAPO”

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