ENTRE A NECROPOLÍTICA E O AUTORITARISMO | SEMINÁRIO DE HISTÓRIA – UFPE


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MARIE CURIE | HISTÓRIA DA MEDICINA


Esquema feito por Marie Curie de sua palestra em BH, em 18 de agosto de 1926, na Faculdade de Medicina da UFMG, sobre radioatividade. Muitos estudantes assistiram à palestra, entre eles Pedro Nava, Juscelino Kubitschek, Amílcar Viana Martins e João Guimarães Rosa.

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS | PORTUGAL


HÁ 47 ANOS, A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS DERRUBAVA A DITADURA DE DIREITA EM PORTUGAL

Neste dia, no ano de 1974, tinha fim o regime salazarista, instaurado por António de Oliveira Salazar

GIOVANNA GOMES, SOB SUPERVISÃO DE THIAGO LINCOLINS PUBLICADO EM 25/04/2021, ÀS 00H00

A Revolução dos Cravos pôs fim à ditadura em Portugal
A Revolução dos Cravos pôs fim à ditadura em Portugal – Divulgação

Ao longo de mais de quatro décadas, o regime salazarista, imposto pelo político António de Oliveira Salazar, moldou o poder em Portugal. Foi apenas em meados da década de 1970 que o povo finalmente se viu livre do jugo de uma ditadura que se inspirava nos governos de HitlerMussolini.

Conforme documentado pelo Brasil Escola, uma série de fatores contribuiu para que o regime começasse a enfraquecer, como a morte do líder fascista no ano de 1968. Em seu lugar, entrou Marcelo Caetano, quem começou a realizar medidas que resultariam, mais tarde, no fim da ditadura.

Movimentos pela independência

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, muitas colônias se tornaram independentes de dos países que as exploravam. Nos territórios dominados por Portugal não foi diferente, tendo surgido grupos independentistas que se fortaleceram na década de 1960. Esse foi, portanto, um período marcado pelas duras repressões por parte do governo contra os insurgentes nas colônias africanas. Antonio de Oliveira Salazar – Crédito: Wikimedia Commons

Tropas portuguesas nas colônias

Os portugueses enviaram tropas aos territórios de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau para que pudessem conter as rebeliões.

Tal medida foi capaz adiar a independência algum tempo, mas bastou adentrar na década seguinte que os desgastes, devido à contenção dos grupos insurgentes, somados a uma grande crise econômica levaram ao surgimento de um movimento interior das Forças Armadas que viria a ser contrário ao governo.

Assim, em 25 de abril de 1974 ocorreria a a revolução que colocaria fim aos mais de quarenta anos de ditadura em Portugal. Naquele dia, oficiais de média patente finalmente derrubaram Marcelo Caetano do poder, encerrando a era do fascismo no país.

Logo em seguida, a população portuguesa foi para as ruas para apoiar os militares rebeldes. Muitas pessoas começaram a distribuir cravos aos oficiais que participaram daquele evento histórico, razão pela qual esse momento ficou conhecido como a Revolução dos Cravos.

Mudando os rumos

Com Caetano afastado, António de Spínola se tornou o novo presidente de Portugal. Iniciando uma nova fase, o político dissolveu a polícia política do regime salazarista e legalizou o sistema pluripartidário. Foi então que as esquerdas passaram a se organizar para assumir o comando.

Na época, militares e políticos portugueses de esquerda tomaram o poder por meio do Movimento das Forças Armadas (MFA). Desta forma, o governo acabou por ser dividido entre três oficiais: Costa GomesOtelo Saraiva de Carvalho e Vasco Gonçalves.Costa Gomes – Crédito: Divulgação

Novas medidas

A partir de 1975, o governo passou a promover a estatização dos bancos e das indústrias do país, uma vez que o Partido Socialista ganhou maioria na Assembléia Constituinte. Na época, setores ainda mais à esquerda tentaram dar um golpe militar, porém sem êxito. No ano seguinte, foi aprovada uma nova Constituição no país.

Também em 1976, ocorreram novas eleições e Antônio Ramalho Eanes tornou-se o novo presidente. Com o tempo, o governo foi adotando medidas liberais economica e socialmente, marcando o início de uma nova era na política portuguesa.

Fonte: Aventuras na História