HISTÓRIA DA ODONTOLOGIA


A História da Odontologia – Uma homenagem ao dia do cirurgião-dentista

POR LILIANA DONATELLI

Uma  viagem pela história da Odontologia

A odontologia surgiu da necessidade do homem lidar com a dor e a perda dentária. Entre os mamíferos carnívoros, a perda dos dentes é um dos motivos mais  importantes de morte, pois impede os animais  de caçar, se alimentar e dificultam a sua defesa.  Inicialmente denominada “arte dentária”,  a odontologia evoluiu através dos tempos até se tornar uma Ciência da Saúde. Para conhecer mais  sobre esses avanços convidamos você a fazer uma viagem pela história da odontologia e conhecer fatos interessantes em sua trajetória até os dias atuais.

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História da Odontologia

O começo de tudo

O Molar – Crédito Imagem – National Geographic.
Durante uma escavação no Paquistão foram encontrados nove indivíduos com um total de 11 dentes que receberam preparos com o que seriam os ancestrais das brocas. A conclusão dos cientistas é que foram realizadas nos pacientes em vida e que sobreviveram! Os restos humanos datam de mais de 9000 anos. Embora as cavidades tenham resistido o mesmo não aconteceu com o material restaurativo.

Nos Primórdios

 As primeiras referências

  • Paquistão. O começo de tudo. Durante uma escavação no Paquistão foram encontrados nove indivíduos com um total de 11 dentes que receberam escavações com o que seriam os equipamentos manuais  ancestrais das brocas em peças de mão. A conclusão dos cientistas é que foram realizadas nos pacientes em vida e que os mesmos sobreviveram! Os restos humanos datam de mais de 9000 anos. Embora as cavidades tenham resistido, o mesmo não aconteceu com o material restaurativo;
  • Egito: As primeiras referências à odontologia no Egito datam de 3.700 a.C e foram encontradas, em manuscritos, citando problemas bucais, como dores de dente e feridas gengivais. Resy-Ra foi o primeiro homem a ser citado como profissional do cuidado dentário – o “primeiro dentista”. Morreu em 2600aC;
  • Mesopotâmia: Em documentos de cerca de 3500 a.C., é possível observar uma menção ao verme dentário como sendo o responsável pela destruição da estrutura dentária;
  • Grécia: Hipócrates em seus estudos descreveu aspectos da odontologia, como a cárie dentária, má-oclusão, abscessos,etc;
  • China: achados antropológicos evidenciam que os chineses acreditavam que a cárie dentária era causada pelo verme dental, e as terapêuticas e diagnósticos eram baseados em rituais mágico-religiosos.

No Egito

Imagem da tábua entalhada encontrada na tumba de Sacara no Egito. Crédito foto: Museu do Cairo . Resy-Rá – Chefe “o chefe dos dentistas”.

O mito do verme do dente

Imagem acima – Esculturas em marfim : dentes com a imagem do verme do dente em seu interioir representando o sofrimento no inferno – 1780 proveniente do Sul da França. Fonte imagem: http://collectmedicalantiques.com/gallery/history-and-myths

 A crença é que no interior do dente haveria um verme que dele se alimentava e causava dor e oríficios – as cáries . A idéia que fosse similar às larvas dos insetos, que atacam a madeira por exemplo, pareceu muito lógica para vários pensadores: dos antigos sumérios, poetas e filósofos gregos, às culturas indiana, japonesa, chinesa e egícpia. O pensamento durou até meados de 1300 na Europa.

Eram os barbeiros dentistas?

Instrumentos afiados, lâminas e  a oportunidade trouxeram aos barbeiros uma outra opção de trabalho: o tratamento dos dentes. O cuidado quase sempre se restringia às extrações dos dentes. Até a Idade Média havia muito empirismo e elementos religiosos aplicados.

 O termo “dentista”

Foi em 1363, na França, que Guy de Chauliac introduziu a primeira vez o termo “dentista”. É dele também um tratado longo e influente sobre a cirurgia em latim, intitulado Chirurgia Magna. Adotou a ligadura intermaxilar nas fraturas e recomendava que fossem os “dentistas” a remover os dentes.Imagem Internet –  Pierre Fauchard – “Pai da Odontologia”

O Pai Da Odontologia Moderna

Em 1728, o francês Pierre Fauchard, denominado “Pai da Odontologia moderna”, publicou “Tratado dos dentes para os cirurgiões dentistas”. Foi a primeira obra a descrever a anatomia oral, sintomas de patologias bucais, técnicas para remoção de cáries, restaurações e implantes dentários. Foi então possível um salto para odontologia como ciência.

 Novos Instrumentos

Em torno de 1700 novos instrumentos facilitaram a extração de dentes. Foram substituídos os boticões que eram desprovidos de garras anatômicas, o que provocava frequentemente fraturas das coroas dentárias. Nesse período, os dentes eram extraídos com as chaves de Garangeot, alavancas rudimentares e o pelicano. Veja na imagem acima. Não havia tratamento de canais e as restaurações eram de chumbo, sobre tecido cariado e polpas afetadas, com consequências desastrosas. O grande desafio era ser rápido, pois não havia anestesia…

As próteses ao longo dos tempos

Esquerda: Prótese em formato de ponte, utilizando dentes humanos como elementos proféticos, amarrados aos remanescentes com fios de ouro. Itália – Etruscos cerca de 500 aC.Centrais: Inlays em pedras semi-preciosas encontradas em esqueletos dos antigos maias. Possivelmente com finalidades estéticas. Foram encontrados mais de 50 diferentes padrões de enfeites.A mais famosa…Próteses de George Washigton, Presidente dos Estados Unidos. O seu  dentista,  Dr. John Greenwood (1760-1819), confeccionou várias de suas próteses, entre elas  algumas expostas na figura. Ao contrário do que diz a lenda, as próteses não eram confeccionadas com madeira (carvalho), mas sim com ouro, chumbo, marfim e dentes de diferentes animais.

As próteses primitivas eram bem rudimentares, com dentes esculpidos em osso ou marfim amarrados com fios aos elementos remanescentes. As próteses totais eram esculpidas em marfim ou osso utilizando-se dentes humanos e de animais, retendo-as na boca por intermédio de molas entre uma arcada e outra. Uma das próteses mais famosos são as do presidente dos Estados Unidos George Washington, várias em exibição no Museu de Odontologia de Baltimore.

Liliana Junqueira de P.Donatelli

Com reportagem de Regina

CENTENÁRIO DE CELSO FURTADO


*CENTENÁRIO DE CELSO FURTADO (1920-2020) *

_A revista Coletiva e o ProfSocio marcam o encerramento das comemorações em torno do centenário de Celso Furtado com um bate-papo com Rosa Freire D’Aguiar e Alexandre Barbosa_

 

Na próxima terça-feira, dia 27 de julho, às 18 horas, a COLETIVA, revista eletrônica de difusão científica e cultural do ProfSocio/Fundaj, promoverá uma live com a jornalista e tradutora Rosa Freire D’Aguiar, viúva e curadora da obra de Celso Furtado. O tema será a obra do economista e a sua atualidade a partir de dois livros organizados pela convidada nos últimos dois anos com documentos inéditos: Diários Intermitentes (2019) e Correspondência Intelectual (2021), ambos pela Companhia das Letras.

 

A live terá a participação especial do economista Alexandre Barbosa, professor Livre-Docente de História Econômica e Economia Brasileira/Internacional do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP). Alexandre Barbosa também coordena o Núcleo Temático “Repensando o Desenvolvimento, do LabIEB-USP, e atualmente é um dos mais conhecidos estudiosos da obra de Celso Furtado. A mediação da live será do cientista político e pesquisador Túlio Velho Barreto (Fundaj).  

 

Para Velho Barreto, “a decisão de realizar a live nesse momento é marcar o encerramento das comemorações do centenário de Celso Furtado, que nasceu em 26 de julho de 1920. De certa forma, o lançamento dos seus Diários, em 2019, e, mais recentemente, de suas Correspondências, ambos os livros organizados pela Rosa Freire D’Aguiar, marcaram, respectivamente, a abertura e encerramento do centenário de um dos mais importantes e brilhantes intelectuais e dirigentes políticos do país”. Para ele, “a Fundaj, até por estar sediada no Nordeste, região em que Celso nasceu e dedicou parte de suas ações como intelectual, gestor e político, não poderia deixar de participar dessa efeméride”.