LUTA CONTRA O RACISMO NAS OLIMPÍADAS DE 1968

Contra o racismo: Olimpíadas de 1968 foram palco de gesto histórico

Com luvas negras e punhos cerrados, os americanos Tommie Smith e John Carlos fizeram um protesto contra a segregação racial no pódio dos 200m rasos, nos Jogos da Cidade do México


No topo do pódio, de punho erguido e cerrado. O fervilhante ano de 1968 foi marcado por lutas sociais no mundo todo, e as Olimpíadas da Cidade do México foram palco de um gesto que entrou para a História. Os americanos Tommie Smith e John Carlos, respectivamente medalha de ouro e bronze na prova dos 200 metros rasos, subiram no pódio olímpico e fizeram a saudação Black Power, com luvas negras, em protesto contra o racismo e a injustiça. Clique no vídeo abaixo e reveja a cena.

Luta contra o racismo: Tommie Smith e John Carlos entram para a História com ato simbólico 

Os Jogos da Cidade do México foram disputados em outubro de 1968, em meio a um mundo agitado por grandes manifestações. Em abril daquele ano, nos Estados Unidos, a luta contra a segregação racial atingiu um ponto crítico, com o assassinato do líder negro Martin Luther King. Em maio, a França foi chacoalhada por protestos estudantis e operários. 

Peter Norman, Tommie Smith e John Carlos no pódio na Cidade do México, em 1968 — Foto: John Dominis/The LIFE Picture Collection via Getty Images

Peter Norman, Tommie Smith e John Carlos no pódio na Cidade do México, em 1968 — Foto: John Dominis/The LIFE Picture Collection via Getty Images 

Foi nesse cenário que Tommie Smith e John Carlos entraram para a História. Na pista, Smith venceu a prova dos 200m e estabeleceu um novo recorde mundial, com 19s83. No pódio, ele e Carlos se manifestaram com um gesto simples, mas de enorme impacto, usando a moda como meio de comunicação da mensagem.

Como só tinham um par de luvas negras, os dois tiveram que dividir. Smith, de cachecol preto para simbolizar o orgulho negro, ergueu o punho direito. Carlos, de jaqueta aberta para mostrar apoio à classe trabalhadora americana, ergueu o punho esquerdo. 

Com os olhos do mundo voltados para eles, o gesto teve repercussão bombástica. Os dois velocistas acabaram expulsos dos Jogos, sob alegação de terem usado a plataforma olímpica global para um protesto político americano. Ainda assim, a imagem da dupla com os punhos erguidos ficou para sempre na iconografia das Olimpíadas.

Fonte: Globo

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