FRANÇA PRESENTE NO BRASIL

Que influências do pensamento francês ainda estão presentes no Brasil? 

FRANÇA E BRASIL 

POR:Paula Sato
01 de Maio | 2009 

Os franceses fazem parte da história do Brasil desde o seu descobrimento. Mas, apesar do intenso comércio e das tentativas de colonizações, a maior influência foi no campo do pensamento e das artes, principalmente por conta dos portugueses, que trouxeram a cultura francesa para a colônia. “A presença dos franceses no Brasil sempre foi pontual, mas a França tinha prestígio no mundo todo do ponto de vista cultural”, afirma Jorge Coli, professor titular de História da Arte e da Cultura da Unicamp. Um exemplo de todo esse prestígio é a Academia Brasileira de Letras, fundada por Machado de Assis em 1897 e diretamente inspirada na Academia Francesa.

No campo do pensamento, a França também foi de grande inspiração para os pensadores de todo o mundo. “A França era portadora dos ideais de direitos humanos e revolucionários, de uma visão política crítica. Thomas Jefferson dizia que todo intelectual tem duas pátrias, a dele e a França. Isso por causa do aporte crítico e da ideia da universalidade da razão, da liberdade que o país sempre defendeu”, afirma Jorge Coli. No Brasil, um dos maiores exemplos dessa influência foi a Inconfidência Mineira. Seguindo o exemplo do Iluminismo francês, os revoltosos tinham como meta transformar Minas Gerais em uma República. Já no século 20, a França foi muito importante como contraponto ao americanismo e continuou sendo muito forte no Brasil até os anos 1970. “As manifestações contra a ditadura eram alimentadas pela movimentação francesa de 1968. Os jovens brasileiros liam livros franceses considerados subversivos”, conta o professor.

No campo da educação, o modelo das universidades públicas brasileiras foi importado da França e até hoje é bem distante do modelo americano de ensino. “Na França não existem universidades particulares, o único diploma reconhecido é das escolas públicas. A USP foi criada em 1936 seguindo esse exemplo. E até alguns anos atrás, existiam na universidade cadeiras mantidas pelo governo francês”, conta. O incentivo acabou ao mesmo tempo em que o governo da França parou de investir na difusão da sua cultura e perdeu seu lugar para a influência americana. Segundo o professor, a culpa foi da mudança política na França. “O General De Gaulle (que governou a França de 1958 a 1969) tinha uma visão imperialista de que a cultura francesa deveria estar presente em todos os países. Depois dele, houve uma espécie de pragmatismo e o investimento na divulgação da cultura é mínimo”, explica.

Fonte: Brasil Escola

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