100 ANOS COM PAULO FREIRE | LEIA E BAIXE


O PIOR SALÁRIO DO MUNDO


Brasil

Salário de professor de escola pública do Brasil é o pior do mundo, diz OCDE

Relatório divulgado pela instituição também aponta para alta defasagem de leitura no público jovem brasileiro quando comparado com outras nações

Salário de professor de escola pública do Brasil é o pior do mundo, diz OCDE

 Foto: Pixabay

De acordo com relatório da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta quinta-feira (16), o piso salarial dos professores do ensino fundamental no Brasil é o mais baixo entre os 40 países presentes no estudo.

Além disso, os rendimentos dos docentes brasileiros no início da carreira são menores de que os professores em países como México, Colômbia e Chile.

Segundo o relatório Education at a Glance 2021, os professores brasileiros têm salário inicial de 13,9 mil dólares por ano. Na Alemanha, um professor de mesmo nível recebe 70 mil dólares. Em países como Grécia, Colômbia e Chile o valor do salário é 20 mil.

O estudo da OCDE é baseado em conversão para comparação dos salários usando a escala de paridade do poder de compra, que incide no custo de vida dos países.

Quando o estudo leva em conta o salário real, que inclui os pagamentos adicionais, os professores brasileiros também recebem abaixo da maioria dos países que compõem o estudo, ultrapassando apenas a Hungria e a Eslováquia.

De acordo com a OCDE, os salários reais médios dos professores são de US$ 25.030 dólares anuais no nível pré-primário e US$ 25.366 dólares nos anos iniciais do ensino fundamental. Na média, os países analisados pelo estudo da OCDE, os salários, na mesma etapa, são de US$ 40.707 e US$ 45.687, respectivamente.

Os jovens, o nível de leitura e a classe social

Além de ter o pior salário pago aos professores, o estudo da OCDE também revela que o Brasil sofre com uma preocupante defasagem de leitura entre os jovens.

Em uma escala de 1 a 6, o nível de leitura considerado básico é o 2, momento em que os estudantes “começam a demonstrar competências que vão lhes permitir participar de modo efetivo e produtivo na vida como estudantes, trabalhadores e cidadãos”.

De acordo com a OCDE, a camada mais pobre dos estudantes que conseguiu atingir o nível 2 em leitura no Pisa foi 55% menor que a dos jovens oriundos das classes mais ricas.

Essa distância entre os estudantes pobres e ricos é 26 pontos percentuais superior à média dos países da OCDE.

O relatório afirma que no Brasil foi identificado “uma das maiores disparidades de performance entre os países” estudados.

A OCDE já havia chamado a atenção para este problema em maio deste ano, quando divulgou que no Brasil apenas 33% dos estudantes havia sido capaz de distinguir o fato de uma opinião.

Além disso, entre 2000 e 2018 o número de livros na casa dos estudantes mais ricos se manteve estável, porém, caiu “consideravelmente” entre os mais pobres.

O baixo nível de leitura entre os estudantes mais pobres traz outro dado preocupante, que é o investimento público por aluno na rede pública: o Brasil investe US$ 3.748 por estudante na Educação Básica, a média dos outros países da OCDE é de US$ 6.353.

Paradoxalmente, o investimento no Ensino Superior no Brasil é acima da média da OCDE: o país investe US$ 14.427 no estudante universitário, e a média dos países são de US$ 13.855.

Na contramão do mundo

Ainda de acordo com relatório, o Brasil é um dos poucos países do mundo que não aumentaram recursos para a Educação durante a pandemia do coronavírus, com o objetivo de reduzir prejuízos com aprendizagem e enfrentar os desafios do período. O ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT-SP) comentou: “Erro que vai nos custar caro!”

Entre 65% e 78% das nações do planeta elevaram o orçamento para ao menos alguma das etapas da educação básica. O Brasil não destinou, no período, nem um centavo a mais de recursos para nenhum segmento do ensino.

Fonte: Revista Fórum

COMO SURGIU O SORVETE


Foi na China de 4 000 anos atrás, quando uma sobremesa à base de leite e arroz foi congelada na neve. Rapidamente a delícia ganhou prestígio, mas apenas entre a nobreza, que podia dispor de leite (então uma mercadoria cara) e tinha como conservar a neve até o verão, valendo-se de câmaras frigoríficas subterrâneas. Em sua viagem à China, em 1271, o veneziano Marco Polo teria encontrado grande variedade de cremes congelados de frutas. As receitas vieram em sua bagagem, mas não saíram da Itália até meados do século XVI, quando um certo Buontalenti, cozinheiro de Catarina de Médici (1519-1589), introduziu a requintada sobremesa na corte francesa. Em 1670, o siciliano Francisco Procópio abriu em Paris um café que vendia sorvetes – a primeira sorveteria da história.

O sucesso foi tão grande que, seis anos depois, havia mais de 250 fabricantes de sorvete na capital francesa. “Além de ser gostoso, é um alimento quase completo: contém proteínas, lipídios, cálcio, minerais, fósforo e outros componentes fundamentais. Faltam apenas as fibras”, diz a nutricionista Ana Célia Amaral Ayres Dellosso, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Revista Mundo Estranho