ESTAMOS DE PARABÉNS!!!


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Desde dezembro do ano passado (2008) resolvemos migrar do domínio “blogspot” para o “wordpress”, e a partir daí, implementar uma série de inovações em nosso blog “Mania de História“. Com um objetivo muito simples: oferecer informação histórica de qualidade com a contribuição de sites confiáveis nesta área do conhecimento e de forma voluntária, prestar este serviço -educativo- aos nossos visitantes.
Agradecemos a todos que nos visitam, deixam seus comentários e colaboram com este espaço, e desde já, está lançado o desafio dos 2000 acessos, sempre servindo e (in) formando estudantes e curiosos em geral.

Um forte abraço,
Luís Carlos Lins

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL


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A Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, integra o conjunto das “Revoluções Burguesas” do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros dois movimentos que a acompanham são a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa, que sob influência dos princípios iluministas, assinalam a transição da Idade Moderna para Contemporânea.
Em seu sentido mais pragmático, a Revolução Industrial significou a substituição da ferramenta pela máquina, e contribuiu para consolidar o capitalismo como modo de produção dominante. Esse momento revolucionário, de passagem da energia humana para motriz, é o ponto culminante de uma evolução tecnológica, social, e econômica, que vinha se processando na Europa desde a Baixa Idade Média.

A) O PROCESSO DE PRODUÇÃO

Nessa evolução, a produção manual que antecede a industrial conheceu duas etapas bem definidas, dentro do processo de desenvolvimento do capitalismo:

O artesanato, foi a forma de produção característica da Baixa Idade Média, durante o renascimento urbano e comercial, sendo representado por uma produção de caráter familiar, na qual o produtor (artesão), possuía os meios de produção ( era o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalhava com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento final; ou seja não havia divisão do trabalho ou especialização. Em algumas situações o artesão tinha junto a si um ajudante, porém não assalariado, pois realizava o mesmo trabalho pagando uma “taxa” pelo utilização das ferramentas.
É importante lembrarmos que nesse período a produção artesanal estava sob controle das corporações de ofício, assim como o comércio também encontrava-se sob controle de associações, limitando o desenvolvimento da produção.
A manufatura, predominou ao longo da Idade Moderna, resultando da ampliação do mercado consumidor com o desenvolvimento do comércio monetário. Nesse momento, já ocorre um aumento na produtividade do trabalho, devido a divisão social da produção, onde cada trabalhador realizava uma etapa na confecção de um produto. A ampliação do mercado consumidor relaciona-se diretamente ao alargamento do comércio, tanto em direção ao oriente como em direção à América, permanecendo o lucro nas mãos dos grandes mercadores. Outra característica desse período foi a interferência do capitalista no processo produtivo, passando a comprar a matéria prima e a determinar o ritmo de produção, uma vez que controlava os principais mercados consumidores.

A partir da máquina, fala-se numa primeira, numa segunda e até numa terceira e quarta Revolução Industrial. Porém, se concebermos a industrialização, como um processo , seria mais coerente falar-se num primeiro momento (energia a vapor no século XVIII), num segundo momento (energia elétrica no século XIX) e num terceiro e quarto momentos, representados respectivamente pela energia nuclear e pelo avanço da informática, da robótica e do setor de comunicações ao longo dos século XX e XXI, porém aspectos ainda discutíveis.

B) O PIONEIRISMO DA INGLATERRA

A Inglaterra industrializou-se cerca de um século antes de outras nações, por possuir uma série de condições históricas favoráveis dentre as quais, destacaram-se: a grande quantidade de capital acumulado durante a fase do mercantilismo; o vasto império colonial consumidor e fornecedor de matérias-primas, especialmente o algodão; a mudança na organização fundiária, com a aprovação dos cercamentos (enclousures) responsável por um grande êxodo no campo, e consequentemente pela disponibilidade de mão-de-obra abundante e barata nas cidades.

Docas de Londres

Outro fator determinante, foi a existência de um Estado liberal na Inglaterra, que desde 1688 com a Revolução Gloriosa. Essa revolução que se seguiu à Revolução Puritana (1649), transformou a Monarquia Absolutista inglesa em Monarquia Parlamentar, libertando a burguesia de um Estado centralizado e intervencionista, que dará lugar a um Estado Liberal Burguês na Inglaterra um século antes da Revolução Francesa.

C) PRINCIPAIS AVANÇOS DA MAQUINOFATURA

Em 1733, John Kay inventa a lançadeira volante.
Em 1767 James Hargreaves inventa a “spinning janny”, que permitia a um só artesão fiar 80 fios de uma única vez.
Em 1768 James Watt inventa a máquina a vapor.
Em 1769 Richard Arkwright inventa a “water frame”.
Em 1779 Samuel Crompton inventa a “mule”, uma combinação da “water frame” com a “spinning jenny” com fios finos e resistentes.
Em 1785 Edmond Cartwright inventa o tear mecânico.

D) DESDOBRAMENTOS SOCIAIS

A Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal, provocando inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades, com enormes concentrações urbanas. A produção em larga escala e dividida em etapas irá distanciar cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de trabalhadores irá dominar apenas uma etapa da produção.Na esfera social, o principal desdobramento da revolução foi o surgimento do proletariado urbano (classe operária), como classe social definida. Vivendo em condições deploráveis, tendo o cortiço como moradia e submetido a salários irrisórios com longas jornadas de trabalho, a operariado nascente era facilmente explorado, devido também, à inexistência de leis trabalhistas.
O desenvolvimento das ferrovias irá absorver grande parte da mão-de-obra masculina adulta, provocando em escala crescente a utilização de mulheres a e crianças como trabalhadores nas fábricas têxteis e nas minas. O agravamento dos problemas sócio-econômicos com o desemprego e a fome, foram acompanhados de outros problemas, como a prostituição e o alcoolismo.

Os trabalhadores reagiam das mais diferentes formas, destacando-se o movimento “ludista” (o nome vem de Ned Ludlan), caracterizado pela destruição das máquinas por operários, e o movimento “cartista”, organizado pela “Associação dos Operários”, que exigia melhores condições de trabalho e o fim do voto censitário. Destaca-se ainda a formação de associações denominadas “trade-unions”, que evoluíram lentamente em suas reivindicações, originando os primeiros sindicatos modernos.
O divórcio entre capital e trabalho resultante da Revolução Industrial, é representado socialmente pela polarização entre burguesia e proletariado. Esse antagonismo define a luta de classes típica do capitalismo, consolidando esse sistema no contexto da crise do Antigo Regime.

FREVO CENTENÁRIO


frevo_marciomelo2Os três tipos de frevo
Frevo-canção, de rua e de bloco

São três os tipos de frevo:

Frevo-de-Rua

Primeiro gênero a surgir, diferencia-se dos outros por não conter letra alguma, pois é destinado exclusivamente para ser dançado. Ele ainda pode ter três subdivisões: frevo-abafo, ou de encontro, que levou esse nome porque é tocado quando uma troça ou agremiação quer “abafar” alguma outra que esteja passando na rua. Tem predominância dos instrumentos metálicos, como pistões e trombones. Já o frevo-coqueiro possui notas altas e agudas. O frevo-ventania é o mais suave dos três.

Frevo-canção

Por conta desse estilo, o frevo-de-rua passou a incorporar melodias às suas músicas. Chamado também de marcha-canção, por assemelhar-se muito às marchinhas cariocas, o frevo-canção possui uma parte introdutória e outra cantada. Elementos do frevo, como o surdo e o tarol, lhe foram logo incorporados, diferenciando-o das marchinhas. Um artista emblemático do frevo-canção é Nelson Ferreira, com criações belíssimas, como “Borboleta não é ave”.

Frevo-de-bloco

Criado pelos rapazes que faziam serenatas e, no carnaval, saiam para as ruas, o frevo-de-bloco surgiu a partir de 1915 e é formado por famílias pertencentes às classe média de Recife. Sua música e dança têm traços marcantes dos pastoris e sua orquestra é composta por instrumentos de pau e corda, como violões, banjos e cavaquinhos. Além de terem sido incorporados recentemente clarinetes e coral de mulheres. É no frevo-de-bloco que existe a Frevioca. Diferentemente dos trios eltétricos, a Frevioca é um carro aberto, que comporta todos os músicos e percorre as ruas de Recife seguido por foliões.

SAIBA MAIS: http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=14a href=”http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=14″>

O Imperio Bizantino


Por Rainer Sousabizancio
Entendida como um dos sinais de crise do Antigo Império Romano, a criação do Império Romano do Oriente ou Império Bizantino, em 330, não só foi resultado do desgaste das estruturas sócio-políticas do Império Romano, mas também assinalou as diferenças entre suas partes Ocidental e Oriental.

O Império Bizantino foi historicamente influenciado pelos valores da cultura helenística, criada pelo imperador Alexandre, O Grande. Além disso, essa maior influência das tradições gregas e orientais também pode ser compreendida enquanto um desdobramento da tradição comercial da própria economia bizantina. Com sua capital em Constantinopla (atual Istambul), o Império Bizantino conseguiu se firmar durante toda a Idade Média,mas foi tomado, em 1453, pelos turco-otomanos.

O sistema político bizantino era monárquico. O rei, além de responder as questões de cunho político, também tratava dos assuntos religiosos e militares. Mesmo concentrando muito poder em mãos, os reis ainda contavam com o auxílio de um amplo corpo de funcionários responsáveis pelos aspectos burocráticos do poder imperial. O mais notável imperador do Império Bizantino foi Justiniano, que entre os anos de 527 e 565 realizou conquistas territoriais e reformou alguns pontos da estrutura jurídica de seu governo.

No governo de Justiniano, o Império ampliou as suas fronteiras chegando a tomar controle sob a cidade de Roma. Visando reavivar os domínios do Antigo Império Romano, Justiniano ainda conquistou o Norte da África (533), o sul da Itália (536 – 539) e a Espanha (554). A nostalgia de Justiniano em relação ao Antigo Império Romano também se manifestou quando ele criou o Código Justiniano, um conjunto de leis inspirado no Direito Civil Romano. Além disso, Justiniano foi responsável pela construção da Catedral de Santa Sofia, um dos maiores centros de adoração cristã do império.

No aspecto religioso, podemos dar destaque sobre as feições que o cristianismo tomou em solo bizantino. Até o processo de centralização do poder papal, em 455, o rei do império também era considerado chefe supremo da Igreja. Essa submissão ao poder do Papa de Roma nunca foi aceita pelos clérigos bizantinos. Além disso, os cristãos bizantinos ainda divergiam em alguns pontos da doutrina romana. Entre outras heresias, a Igreja Bizantina rejeitava a adoração a imagens, liderando o chamado movimento iconoclasta. Esse movimento incentivava a destruição das imagens de santos e do Cristo. As tensões político-ideológicas entre Roma e Constantinopla acabariam por deflagrar o Cisma do Oriente (1054). O Cisma foi responsável por dividir a Igreja: de um lado a Igreja Católica, sediada em Roma; de outro a Igreja Ortodoxa, sediada em Constantinopla.
Entre os séculos VI e VIII os domínios do império foram tomados por constantes invasões promovidas tanto pelo lado ocidental quanto pelo oriental do território. Até o fim da Idade Média, durante os séculos X ao XV, outras pressões territoriais, incluindo o movimento das Cruzadas, e o renascimento comercial da Europa Ocidental foram responsáveis pelo enfraquecimento do Império Bizantino. Durante a expansão turco-otamana sob o território dos Bálcãs e da Ásia Menor, o império se viu reduzido à própria cidade de Constantinopla. Em 1453, os trucos conseguiram invadir a cidade, mudando o seu nome para Istambul.

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ANÍBAL E SEU EXÉRCITO – O INFERNO DE ROMA (CLIQUE AQUI)

Artigo: Pe REGINALDO VELOSO em Homenagem ao Centenário de Dom Helder Câmara


Meninos, eu não ouvi!
Reginaldo Veloso* – Recife, 08.02.09
Foi muito bom, foi uma graça, ter tido Dom Geraldo Lírio, Presidente da CNBB, na presidência da celebração de ação de graças pelo Centenário de Nascimento de Dom Helder Câmara, muito embora tenha sentido a ausência de Dom Paulo Evaristo Arns, de Dom José Maria Pires, Dom Thomás Balduíno, de Dom Valdir Calheiros, de Dom Clemente Isnard, de Dom Pedro Casaldáliga, Dom Orlando Dotti, de Dom Angélico Sândalo, de Dom Moacyr Greick, de Dom Erwin Kräutler, de Dom Afonso Gregori, de Dom Manoel João Francisco, de Dom Franco Masserdotti, de remanescentes da mais significativa e honrosa plêiade de pastores que esse país já conheceu, mandados por Deus, em boa hora, para resgatar a essência do Evangelho, o compromisso com o excluído, no seio de uma Igreja, que tem passado séculos tentando alargar o buraco da agulha e emagrecer o camelo. Certamente, estes evangélicos pastgores não foram representados por Dom José Cardoso Sobrinho, Sua Excelência o Indesejado, cuja presença foi a nota mais destoante deste inesquecível evento.

Foi muito bom o devoto Senador Marco Maciel ter escutado da boca do Presidente da CNBB o relato bastante detalhado sobre o que significou para a Igreja e, particularmente, para a pessoa e o ministério de Dom Helder, textualmente, “o Golpe militar”, que implantou no país a mais longa e cruel ditadura da sua história, decretou o silêncio, a não existência do Bispo dos Pobres e engendrou o assassinato do Pe. Antônio Henrique Pereira Neto (dia 27.05.69, o seu martírio completará 40 anos! E é bem provável que o Senador saiba quem possa ter sido o responsável).
Mas teria sido muito bom que a profética homilia de Dom Geraldo, tão explícita sobre a ditadura militar, tivesse sido igualmente explícita com relação à ditadura eclesiástica que fechou o Instituto de Teologia do Recife, o ITER, e o Seminário do Regional Nordeste 2, o SERENE 2. Sua Excelência, o Arce-Bispo merecia ter passado pelo mesmo constrangimento que Sua Eminência, mo Senador. Pe. José Comblim, Prof. Zildo Rocha, Dom Sebastião Armando, Bispo Anglicano, Pe. Ernane Pinheiro, que estiveram à frente dessas duas importantes criações do gênio pastoral de Dom Helder, e estavam presentes à celebração do seu Centenário… o antropólogo José Maria Tavares, que chegara de Estrasburgo e fora seminarista da primeira leva do SERENE e de estudantes do ITER… os professores Degislando e Artur Peregrino, da UNICAP, que participaram das últimas turmas do ITER e do SERENE… Ir. Visitatio e Ir. Ivone Gerbara, que talvez aí estiveram, mas não cheguei a vê-las… e muitos outros e outras, padres, religiosas e agentes pastorais aí presentes… todos eles e elas mereciam ter ouvido uma palavra que, de certa forma, resgatasse o mérito de um Seminário e de um Instituto de Teologia, criados para formar presbíteros e animadores pastorais, capazes de se inserirem no meio do povo da periferia, como pobres no meio dos pobres, a fim de caminhar com eles para um mundo de dignidade, de justiça, onde todos pudessem “ter vida e vida em plenitude”, sonho de Dom Helder e, muito antes dele, do Mestre dos Mestres, JESUS.

Dom Geraldo, o senhor terá tido seus motivos ou conveniências, facilmente compreensíveis e identificáveis nos meios clericais, mas ficou devendo a nós esta profecia, porque, no seio da própria Igreja, “eu tive fome e sede de justiça e não me destes de comer, nem me destes de beber; estive nu e desabrigado, doente, perseguido, preso, e não vos solidarizastes comigo”. Mas não seja por isso. O senhor ainda tem muito chão e muito tempo pela frente. Deus o abençoe em seu ministério episcopal, à frente da CNBB.

* Padre Reginaldo Veloso, foi um dos fundadores do ITER – Instituto Teológico do Recife e um dos braços direitos de Dom Helder Câmara. Ex-Pároco do Morro da Conceição, atualmente é assessor das CEBs, do MAC e do MTC – Movimento de Trabalhadores Cristãos.
Reginaldo Veloso é Mestre em Teologia e História, escritor, compositor e especialista em liturgia.

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