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MÁQUINAS PODEM ESMAGAR HUMANOS | I.A.


O vencedor do prêmio Nobel de economia de 2002, Daniel Kahneman, fez um comentário intrigante sobre a inteligência artificial em uma entrevista em ocasião do lançamento de seu mais novo livro, “Noise: Uma falha no julgamento humano”. Segundo ele, em uma batalha não muito distante entre robôs e humanos no campo intelectual, as máquinas vão “esmagar” a humanidade.

“Claramente a inteligência artificial vai vencer [contra a inteligência humana]. Não chegaremos nem perto”, disse Kahneman, ao jornal britânico The Guardian. “Como as pessoas vão se ajustar a isso é um problema fascinante”, completou o economista.

Para o economista israelense, nós estamos despreparados para a forma como a inteligência artificial vai penetrar no mundo a médio prazo. Além disso, segundo ele, a pandemia da Covid-19 mostrou como a mente humana é despreparada para fazer matemática básica e, com um vírus capaz de se replicar em progressão geométrica, a situação saiu facilmente do controle.

Linear x exponencial

“Fenômenos exponenciais são quase impossíveis de entender”, disse ele. “Temos muita experiência em um mundo mais ou menos linear. E se as coisas estão acelerando, geralmente estão acelerando dentro do razoável”, continua. “A mudança exponencial é realmente outra coisa. Não estamos equipados para isso. Leva muito tempo para educar a intuição”, conclui.

Kahneman acredita que é por isso que a inteligência artificial deve nos vencer, seu desenvolvimento não é linear. “A tecnologia está se desenvolvendo muito rapidamente, possivelmente de forma exponencial. Mas as pessoas são lineares. Quando as pessoas lineares se deparam com uma mudança exponencial, elas não serão capazes de se adaptar a isso com muita facilidade”, defende o teórico.

Por fim, o economista cita as áreas nas quais acredita que os humanos serão substituídos em breve. Uma das apostas é o campo da medicina diagnóstica, mas o que mais o assusta são os chamados cargos de liderança. “Uma vez que seja comprovadamente verdade que você pode ter uma IA com, digamos, um julgamento de negócios muito melhor, o que isso fará com a liderança humana?”, questiona.

Por que levar a sério?

A opinião de Daniel Kahneman é algo que deve ser levado em consideração, já que o economista é um dos precursores da chamada economia comportamental. Seu prêmio Nobel veio de uma pesquisa pioneira na chamada “teoria da perspectiva”.

Essa linha de pesquisa busca explicar como as pessoas racionalizam a diferença entre seus ganhos e suas perdas em investimentos. Além disso, visa racionalizar a diferença entre ganhos, perdas e o funcionamento dos limites das pessoas no que tange a aversão e o apetite aos riscos.

A GEOLOCALIZAÇÃO DOS ANIMAIS E EISNTEIN


Um artigo publicado em 10 de maio na revista científica Journal of Comparative Physiology A revela que Albert Einstein sugeriu, em uma carta escrita em 1949 ao pesquisador Glyn Davys, que o comportamento de aves migratórias e pombos-correio poderia algum dia levar à compreensão de algum processo físico ainda não conhecido. Mais uma vez matemático e físico alemão estava certo: ele havia previsto um processo descoberto em 2008 – a geolocalização das aves por meio de campo magnético.

Albert Einstein, físico alemão responsável pela teoria da relatividade geral.Fonte:  Pixabay 

A carta veio à luz depois de 72 anos, após a esposa do destinatário, Judith Davys, ter lido um artigo publicado pelos autores do estudo a respeito das habilidades matemáticas das abelhas. A equipe, então, passou um ano investigando o conteúdo da correspondência.

A história por trás da carta 

Em 1933, Einstein deixou a Alemanha para trabalhar na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Lá, em abril de 1949, ele conheceu o cientista Karl von Frisch em uma palestra. Von Frisch estava apresentando sua nova pesquisa sobre como as abelhas navegavam com mais eficácia utilizando padrões de polarização da luz. Ele usou essa informação para ajudar a traduzir a agora famosa linguagem de dança das abelhas, pela qual recebeu o Prêmio Nobel.

Um dia após a palestra de von Frisch, o pesquisador e Einstein compartilharam um encontro privado. A reunião não foi documentada formalmente, mas a carta recentemente descoberta fornece alguns insights sobre o que pode ter sido discutido na ocasião.

A equipe da pesquisa suspeita que a carta de Einstein seja a resposta a uma pergunta enviada originalmente por Glyn Davys – que em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, ingressou na Marinha Real Britânica. Como engenheiro, Davys pesquisou o uso de radares para detectar navios e aeronaves – uma nova tecnologia mantida em segredo na época.

Carta escrita por Albert Einstein em 18 de outubro de 1949.Fonte: Dyer et al., J Comp Physiol A./Reprodução

Por coincidência, o sentido adicional presente nos morcegos, conhecido como biosonar ou ecolocalização, foi descoberto na mesma época. Isso despertou a ideia de que os animais poderiam ter sentidos diferentes dos humanos. O time do estudo não encontrou qualquer correspondência anterior entre Davys e Einstein, mas seguiu buscando o que poderia tê-lo levado a escrever para o famoso físico. Foi quando pesquisaram arquivos online de notícias publicadas na Inglaterra em 1949. 

Assim descobriram que os estudos de von Frisch sobre a navegação das abelhas já eram grandes notícias em julho daquele ano, inclusive noticiada pelo jornal britânico The Guardian

Os responsáveis pelo estudo acreditam que isso foi o que levou Davys a escrever para Einstein. É provável que a carta inicial mencionasse as abelhas e von Frisch, pois Einstein respondeu: “Estou bem familiarizado com as admiráveis investigações do Sr. v. Frisch”. Einstein também sugere na resposta que, para as abelhas ampliarem nosso conhecimento da física, novos tipos de comportamento precisariam ser observados. 

Einstein imaginou que novas descobertas poderiam vir do estudo do comportamento dos animais: “É de se pensar que a investigação do comportamento de aves migratórias e pombos-correio possa algum dia levar à compreensão de algum processo físico que ainda não é conhecido”, afirmou, à época.

Einstein estava certo, de novo

Pesquisas recentemente vêm revelando os segredos da navegação de aves migratórias, que voam milhares de quilômetros para chegar a um destino preciso. Um estudo com tordos equipados com transmissores de rádio revelaram, em 2018, que essas aves usam uma espécie de bússola magnética como guia de orientação principal durante o voo.

Rastro de voo de nove pássaros equipados com transmissores via satélite.Fonte:  The Royal Society/Reprodução 

Leia a carta na íntegra:

“Prezado senhor, estou bem familiarizado com as admiráveis investigações do Sr. v. Frisch. Mas não consigo ver a possibilidade para utilizar esses resultados na investigação a respeito das bases da física. Tal só seria o caso se um novo tipo de percepção sensorial, respectiva de seus estímulos, fosse revelada por meio do comportamento das abelhas”. “É de se pensar que a investigação do comportamento de aves migratórias e pombos-correio possa algum dia levar à compreensão de algum processo físico que ainda não é conhecido”.

Fonte: TecMundo

UM DIA EM VÊNUS


Imagem da Nasa

Vênus é o vizinho mais próximo da Terra no Sistema Solar. Os dois planetas estão separados por 41 milhões de quilômetros, a menor distância entre qualquer dois planetas. Mas, o segundo mais próximo do Sol guarda enigmas. Um deles foi solucionado e os cientistas descobriram que um dia por lá dura 243 dias terrestres.

O número foi encontrado por um time liderado por pesquisadores da UCLA depois de 15 anos com um radar passando pela superfície do planeta e publicado no Nature Astronomy. Além do período de um dia em Vênus, o estudo encontrou o grau de inclinação do eixo e o tamanho do núcleo do vizinho.

“Vênus é nosso planeta-irmão e, mesmo assim, propriedades fundamentais permaneciam desconhecidas”, destacou o professor Jean-Luc Margot, da UCLA. Ele liderou a pesquisa e integra o departamento de Ciências da Terra, planetária e espaciais da universidade.https://49e0c7d1d7afc19a1a6fb7f1566212e0.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html?n=0

O número exato do dia venusiano equivale a 243,0226 dias terrestres, cerca de dois terços do ano do nosso planeta. Mas, a taxa de rotação de Vênus muda constantemente, fazendo com que as medidas sejam levemente maiores ou menores do que o valor previamente encontrado. A equipe encontrou diferenças de pelo menos 20 minutos nas observações.

A culpa disso é a atmosfera pesada do planeta, 93 mais massiva que a terrestre, que se troca bastante com o solo rochoso, acelerando ou reduzindo a velocidade da rotação. Vale lembrar que isso acontece na Terra também, mas, com mais leveza, só altera um milissegundo por dia.

Já a inclinação de Vênus é de 2,6392 graus, contra 23 graus da Terra. O outro dado revelado pela pesquisa mostra que o núcleo do vizinho é bem parecido com o nosso, com 3,5 mil quilômetros de extensão. Por enquanto, porém, fica a dúvida se ele é líquido ou sólido.

Via: Phys.org