De quem entende da coisa


Fidel Castro diz que Chávez corre risco de ser assassinado

Fidel Castro conversa com o rei Juan Carlos; Aznar assiste e o amigão dele, Fernando Henrique Cardoso, admira.Fidel publicou um texto no Granma, o jornal que é porta-voz do Partido Comunista de Cuba:”As paredes, a distância e o tempo ficaram reduzidos a zero. Parecia irreal. Nunca acontecera um diálogo parecido entre Chefes de Estado e de Governo, que quase na sua totalidade representavam países pilhados durante séculos pelo colonialismo e pelo imperialismo. Nenhum fato podia ser mais didático.O sábado 10 de Novembro de 2007 passará à história da nossa América como o dia da verdade.O Waterloo ideológico aconteceu quando o Rei da Espanha perguntou a Chávez de forma abrupta: “Por que não te calas?” Nesse instante todos os corações da América Latina vibraram. O povo venezuelano, que deve responder sim ou não no próximo 2 de Dezembro, estremeceu-se ao viver de novo os dias gloriosos de Bolívar. As traições e os golpes baixos que recebe diariamente o nosso inesquecível irmão não farão mudar esse sentimento do seu povo bolivariano.Ao chegar ao aeroporto de Caracas, procedente do Chile, e escutar diretamente da sua boca os planos de misturar-se com as multidões, como tem feito tantas vezes, compreendi com absoluta clareza que, dadas as circunstâncias atuais e a vitória ideológica de grande transcendência por ele obtida, um assassino a soldo do império, um oligarca aviltado pelos reflexos que plantou a maquinaria de publicidade imperial, ou um perturbado mental, poderiam pôr termo à sua vida. Resulta impossível afastar-se da impressão de que o império e a oligarquia se esmeram por conduzir a Chávez a um beco sem saída, colocando-o facilmente ao alcance de um disparo.No caso da Venezuela, a vitória não se deve converter em terrível derrota, mas em vitória muito maior, para evitar que o imperialismo conduza ao suicídio a nossa espécie. É preciso continuar a lutar e a correr riscos, mas não a brincar todos os dias de roleta-russa ou de cara ou coroa. Ninguém escapa dos cálculos matemáticos. Em tais circunstâncias devem ser usados preferivelmente os meios modernos de comunicação, que transmitiram ao mundo, ao vivo, os debates da Cúpula Iberoamericana.”

Quem privatiza mais? Lula ou FHC?


Governo lança edital para privatização da floresta amazônica


(1´50´´ / 433 Kb) – O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), lançaram nesta quarta-feira (14) o primeiro edital para exploração comercial de madeira em uma floresta pública na Amazônia. A área concedida é a Floresta Nacional do Jamari (RO), que soma 96 mil hectares. O MMA usa como argumento para a concessão, o objetivo de evitar o desmatamento e a grilagem de terras. Para o pesquisador em ecologia e manejos naturais da Universidade Federal do Acre (Ufac), Elder Andrade, os argumentos do MMA são falsos e o governo na verdade está privatizando algo público.“Trata-se efetivamente da privatização das florestas públicas e o que é mais dramático nessa história é o argumento de que entregando para o madeireiro a floresta será preservada. Eu não sei quem pode acreditar em algo dessa natureza, porque a indústria madeireira, seja ela a pequena ou a grande, ela tem se caracterizado pela fraude”.O pesquisador também discorda do fato de que a privatização incentivaria a geração sustentável de renda e empregos nas comunidades situadas na Floresta do Jamari.“A alegada função social no sentido de gerar empregos também não é verdadeira porque as máquinas utilizadas pelas grandes empresas são importadas e o uso de mão de obra é muito pequeno”.Quem vencer a licitação terá o direito de explorar a área por até 40 anos, com lucros estimados de R$ 450 mil por ano e por hectare. O Serviço Florestal estima que 13 milhões de hectares de florestas serão privatizados nos próximos dez anos.De São Paulo, da Radioagência NP, Juliano Domingues.

Falta de Ética médica: Presidente da Câmara Municipal de Amaraji/PE denuncia charlatanismo


Amaraji – PE, em 07 de novembro de 2007.
Ofício nº 323/2007
Exmº Presidente,
Cumprimentando V. Exª, sirvo-me do presente, para informar que nesta data recebemos denúncia de que está atendendo no Hospital Municipal Alice Batista, pessoa de nome WRAZ ARAÚJO PÊGO, que se diz médico e que, segundo a denúncia, usaria os números de CRM 07379 (cópia de receita em anexo) e 17.743 (conforme informado).
Ocorre que realizando busca com apoio da Internet verificamos que o CRM não tem registros de WRAZ ARAUJO PÊGO, ou WRAZ ARAUJO RÊGO, conforme cópias em anexo e o número 17.743 mostra registro inexistente. Quanto ao CRM 7379, apresenta registro em nome de Maria da Conceição Pereira Dutra (cópia em anexo).
Por tudo exposto, há fortes indícios de exercício irregular da medicina por parte de tal pessoa, o que se traduz em ilícito penal e risco à vida de muitos amarajienses, o que seria agravado pelo conhecimento de tal situação pela Secretária Municipal de Saúde e Prefeito, que o contrataram.
Prestando esta notícia oficialmente, solicitamos providências.
Sem mais, renovo os distintos protestos de consideração e apreço.
Atenciosamente,
___________________________________
GEORGE DO RÊGO BARROS DA SILVA
PRESIDENTE
DD Exmº Presidente do Conselho Regional de Medicina
C/C
ANVISA, SDS, MPPE, Séc. Est. Saúde, CRF

Do Blog do Josias


De Adib Jatene para Paulo Skaf: ‘Tem que pagar!’

Marlene Bergamo/FolhaPai da CPMF, o cardiologista Adib Jatene, ex-ministro da Saúde de FHC, guarda uma mágoa de Lula. Na época em que arregaçava as mangas para aprovar a CPMF no Congresso, no final de 1996, Jatene reuniu-se duas vezes com Lula, à época presidente do PT. Rogou para que o petismo não fechasse questão contra a criação do imposto do cheque, que seria integralmente destinado à Saúde.

A investida de Jatene resultou infrutífera. O então deputado Eduardo Jorge, único petista a votar a favor da CPMF, recebeu uma reprimenda do partido. Aprovada a nova “contribuição”, o ministério da Fazenda, gerido à época por Pedro Malan, tratou de apropriar-se de parte da arrecadação. Abespinhado, Jatene pediu as contas.

Hoje, o genitor da CPMF teria todas as razões para dar o troco a Lula. Porém, tornou-se um dos mais fervorosos defensores da renovação do tributo até o ano da graça de 2011. Insurge-se, sobretudo, contra os empresários. Acha que a plutocracia quer acabar com a CPMF porque o tributo, além de insonegável, tornou-se valiosa ferramenta de detecção de fraudes tributárias.

Num evento ocorrido em São Paulo, Jatene avistou-se com o presidente da Fiesp, Paulo Skaff, um dos mais destacados soldados do pelotão de “coveiros” da CPMF. “Tem que pagar”, disse. Os detalhes da conversa foram captados pela coluna de Mônica Bergamo. Encontram-se na Folha (só assinates). Seguem abaixo:

“Dedo em riste, falando alto, o cardiologista Adib Jatene, ‘pai’ da CPMF e um dos maiores defensores da contribuição, diz a Paulo Skaf, presidente da Fiesp e que defende o fim do imposto: ‘No dia em que a riqueza e a herança forem taxadas, nós concordamos com o fim da CPMF. Enquanto vocês não toparem, não concordamos. Os ricos não pagam imposto e por isso o Brasil é tão desigual. Têm que pagar! Os ricos têm que pagar para distribuir renda’.

Numa das rodas formadas no jantar beneficente para arrecadar fundos para o Incor, no restaurante A Figueira Rubaiyat, Skaf, cercado por médicos e políticos do PT que apóiam o imposto do cheque, tenta rebater: ‘Mas, doutor Jatene, a carga no Brasil é muito alta!’. E Jatene: ‘Não é, não! É baixa. Têm que pagar mais’. Skaf continua: ‘A CPMF foi criada para financiar a saúde e o governo tirou o dinheiro da saúde. O senhor não se sente enganado?’. E Jatene: ‘Eu, não! Por que vocês não combatem a Cofins (contribuição para financiamento da seguridade social), que tem alíquota de 9% e arrecada R$ 100 bilhões? A CPMF tem alíquiota de 0,38% e arrecada só R$ 30 bilhões’. Skaf diz: ‘A Cofins não está em pauta. O que está em discussão é a CPMF’. ‘É que a CPMF não dá para sonegar!’, diz Jatene.

Skaf circula. O deputado Adriano Diogo, do PT, levanta o dedo positivo para ele: ‘E aí, contente em detonar a saúde?’. Nova discussão. ‘Não adianta. São visões de mundo diferentes’, conforma-se o empresário. Em outra mesa, Tião Viana (PT-AC), presidente do Senado, diz que a votação da CPMF segue indefinida. ‘Está difícil para os dois lados.’

Cada um dos 400 convidados do jantar desembolsou R$ 250, com direito a saladas, tortellis e carnes preparadas pelo médico David Uip, por José Aristodemo Pinotti e por Paulo Renato Souza. Em meio aos comes e bebes, uma boa notícia: o BNDES negociou a dívida do Incor: de R$ 140 milhões, ela caiu para R$ 80 milhões. O governo de SP pagará R$ 40 milhões. O próprio Incor, os outros R$ 40 milhões, em dez anos. Uma das últimas ‘missões’ de David Uip, que deixará a presidência do Incor em dezembro, será a assinatura do acordo com o banco.”

A farra dos bancos


Mais lucros para os bancos no último trimestre de 2007


(1´33´´ / 365 Kb) – As instituições bancárias comemoram mais um trimestre de altos lucros. O Banco do Brasil atingiu neste período o lucro liquido de R$ 1,4 bilhão, o que garantiu à instituição um crescimento de mais de 50%, comparado ao mesmo período de 2006. Este aumento permitiu ao Banco do Brasil lucrar em todo o ano quase quatro bilhões. O Itaú é outro Banco líder em lucros, só entre janeiro e setembro deste ano, superou o lucro de 2006 do Banco do Brasil e conseguiu atingir mais de seis bilhões de reais. Itaú, Bradesco e Santander já conseguiram antes do final deste ano, ultrapassar o lucro anual que tiveram em 2006. Nos dois últimos mandatos do governo Lula, este cenário é bem comum. As altas taxas de juros aplicadas em operações bancárias, são segundo os economistas, um dos fatores que contribuem para este crescimento. A taxa selic- que determina o valor das taxas vigentes no país- já foi reduzida 18 vezes pelo Comitê de Polítíca Monetária (Copom) do Banco Central, e neste mês é pouco mais de 11% ao ano. Mesmo assim, as taxas vigentes no Brasil estão entre as maiores do mundo. Um estudo divulgado em agosto deste ano pela Economática, um sistema que analisa o capital de empresas em todo o mundo, aponta que entre 22 setores do país, o bancário foi o que mais lucrou no primeiro semestre de 2007. Das 24 instituições bancárias analisadas o ganho líquido foi de mais de R$ 14 bilhões. De Brasília, da Radioagência NP, Gisele Barbieri

%d blogueiros gostam disto: