OS RIOS MAIS POLUÍDOS DO MUNDO


Pesquisadores listam os 1.000 rios mais poluídos do mundo

Pesquisadores listam os 1.000 rios mais poluídos do mundo

 Crédito: The Ocean Cleanup

Uma equipe de pesquisadores de diferentes instituições da Alemanha e da Holanda criou uma lista com os 1.000 rios mais poluídos do mundo. O critério usado por eles para definir os diferentes níveis de poluição dos rios foi a quantidade de plásticos que cada um deles despejava nos oceanos.

O artigo com a lista completa foi publicado na revista Science Advances, onde o grupo descreve os principais fatores que introduzem plástico nos oceanos. Além disso, eles também detalharam a metodologia utilizada para descobrir quais rios mais contribuíram para a poluição marinha.

Levantamentos anteriores mostraram que uma grande quantidade de plástico acaba chegando aos oceanos após seu descarte. Outros demonstram quais os impactos desses materiais no organismo de animais marinhos, principalmente os que são expostos aos microplásticos.https://4576f15460c8fe39b89cdad3c50ff36d.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html?n=0

Principais fatores

Para traçar o caminho dos plásticos desde seu uso até o oceano, os pesquisadores analisaram possíveis rotas e encontraram três grandes motores. O primeiro é o vento  e suas várias formas de precipitação que movem os plásticos de uma área para outra.

A segunda é a forma como as terras são usadas e sua geografia, já que diferentes tipos de terreno podem tornar mais fácil para que os plásticos viajem movidos por forças naturais. E a terceira é a distância que os plásticos têm que percorrer para chegar até o mar.

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A distância da viagem foi considerada um fator importante para a chegada dos plásticos ao oceano. Os materiais usados em praias ou perto de rios que correm uma curta distância para chegar ao mar, têm uma maior probabilidade de chegar ao oceano em comparação com o que é consumido longe do mar.

Elaboração da lista

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Os pesquisadores usaram esses fatores, que identificaram como parte de um estudo sobre os rios do mundo. Eles observaram que esforços anteriores haviam encontrado evidências de que a maioria dos plásticos que foram despejados no oceano vêm de sistemas fluviais muito grandes. Contudo, encontraram evidências sugerindo que o cenário era mais complexo do que era imaginado.

Ao estudar milhares de rios ao redor do mundo e observar suas características geológicas, proximidade com áreas povoadas, e a distância necessária para sair de uma área urbana e chegar ao mar, eles descobriram que muito plástico chegava ao mar através de rios menores e, logo depois, criaram um mapa interativo que mostra os 1.000 rios mais poluídos do mundo, que contribuem com até 80% do plástico despejado nos oceanos.

No Brasil, os principais vilões ficam todos no estado do Rio de Janeiro. São eles os Rios Meriti (2,5 toneladas/ano) e Sarapuí (2 toneladas/ano), em Duque de Caxias, e o Guandú, na região de Itaguaí, com 1,1 toneladas de plástico por ano).

Via: Phys.org

A GEOLOCALIZAÇÃO DOS ANIMAIS E EISNTEIN


Um artigo publicado em 10 de maio na revista científica Journal of Comparative Physiology A revela que Albert Einstein sugeriu, em uma carta escrita em 1949 ao pesquisador Glyn Davys, que o comportamento de aves migratórias e pombos-correio poderia algum dia levar à compreensão de algum processo físico ainda não conhecido. Mais uma vez matemático e físico alemão estava certo: ele havia previsto um processo descoberto em 2008 – a geolocalização das aves por meio de campo magnético.

Albert Einstein, físico alemão responsável pela teoria da relatividade geral.Fonte:  Pixabay 

A carta veio à luz depois de 72 anos, após a esposa do destinatário, Judith Davys, ter lido um artigo publicado pelos autores do estudo a respeito das habilidades matemáticas das abelhas. A equipe, então, passou um ano investigando o conteúdo da correspondência.

A história por trás da carta 

Em 1933, Einstein deixou a Alemanha para trabalhar na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Lá, em abril de 1949, ele conheceu o cientista Karl von Frisch em uma palestra. Von Frisch estava apresentando sua nova pesquisa sobre como as abelhas navegavam com mais eficácia utilizando padrões de polarização da luz. Ele usou essa informação para ajudar a traduzir a agora famosa linguagem de dança das abelhas, pela qual recebeu o Prêmio Nobel.

Um dia após a palestra de von Frisch, o pesquisador e Einstein compartilharam um encontro privado. A reunião não foi documentada formalmente, mas a carta recentemente descoberta fornece alguns insights sobre o que pode ter sido discutido na ocasião.

A equipe da pesquisa suspeita que a carta de Einstein seja a resposta a uma pergunta enviada originalmente por Glyn Davys – que em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, ingressou na Marinha Real Britânica. Como engenheiro, Davys pesquisou o uso de radares para detectar navios e aeronaves – uma nova tecnologia mantida em segredo na época.

Carta escrita por Albert Einstein em 18 de outubro de 1949.Fonte: Dyer et al., J Comp Physiol A./Reprodução

Por coincidência, o sentido adicional presente nos morcegos, conhecido como biosonar ou ecolocalização, foi descoberto na mesma época. Isso despertou a ideia de que os animais poderiam ter sentidos diferentes dos humanos. O time do estudo não encontrou qualquer correspondência anterior entre Davys e Einstein, mas seguiu buscando o que poderia tê-lo levado a escrever para o famoso físico. Foi quando pesquisaram arquivos online de notícias publicadas na Inglaterra em 1949. 

Assim descobriram que os estudos de von Frisch sobre a navegação das abelhas já eram grandes notícias em julho daquele ano, inclusive noticiada pelo jornal britânico The Guardian

Os responsáveis pelo estudo acreditam que isso foi o que levou Davys a escrever para Einstein. É provável que a carta inicial mencionasse as abelhas e von Frisch, pois Einstein respondeu: “Estou bem familiarizado com as admiráveis investigações do Sr. v. Frisch”. Einstein também sugere na resposta que, para as abelhas ampliarem nosso conhecimento da física, novos tipos de comportamento precisariam ser observados. 

Einstein imaginou que novas descobertas poderiam vir do estudo do comportamento dos animais: “É de se pensar que a investigação do comportamento de aves migratórias e pombos-correio possa algum dia levar à compreensão de algum processo físico que ainda não é conhecido”, afirmou, à época.

Einstein estava certo, de novo

Pesquisas recentemente vêm revelando os segredos da navegação de aves migratórias, que voam milhares de quilômetros para chegar a um destino preciso. Um estudo com tordos equipados com transmissores de rádio revelaram, em 2018, que essas aves usam uma espécie de bússola magnética como guia de orientação principal durante o voo.

Rastro de voo de nove pássaros equipados com transmissores via satélite.Fonte:  The Royal Society/Reprodução 

Leia a carta na íntegra:

“Prezado senhor, estou bem familiarizado com as admiráveis investigações do Sr. v. Frisch. Mas não consigo ver a possibilidade para utilizar esses resultados na investigação a respeito das bases da física. Tal só seria o caso se um novo tipo de percepção sensorial, respectiva de seus estímulos, fosse revelada por meio do comportamento das abelhas”. “É de se pensar que a investigação do comportamento de aves migratórias e pombos-correio possa algum dia levar à compreensão de algum processo físico que ainda não é conhecido”.

Fonte: TecMundo

BREVE HISTÓRIA DA VACINA


BIOLOGIA

A história da vacina iniciou-se com a criação da vacina contra a varíola, doença grave que foi erradicada por causa da vacinação. A partir disso, várias vacinas foram criadas.

A história da vacina iniciou-se no século XVIII, quando o médico inglês Edward Jenner utilizou a vacina para prevenir a contaminação por varíola, uma doença viral extremamente grave que causava febre alta, dores de cabeça e no corpo, lesões na pele e morte. A varíola foi a primeira doença infecciosa que foi erradicada por meio da vacinação.

A primeira vacina de que se tem registro foi criada por Edward Jenner no século XVIII. Jenner nasceu em maio de 1749, na Inglaterra, e dedicou cerca de 20 anos de sua vida aos estudos sobre varíola. Em 1796 realizou uma experiencia que permitiu a descoberta da vacina e em 1798 divulgou seu trabalho “Um Inquérito sobre as Causas e os Efeitos da Vacina da Varíola”, mudando, a partir daí, completamente a ideia de prevenção contra doenças.

→ Como foi criada a primeira vacina?

 Ele observou pessoas que se contaminaram, ao ordenharem vacas, por uma doença de gado e chegou à conclusão de que essas pessoas tornavam-se imunes à varíola. A doença, chamada de cowpox, assemelhava-se à varíola humana pela formação de pústulas (lesões com pus).


Edward Jenner criou a vacina contra a varíola e ajudou a erradicar essa grave doença.

Diante dessa observação, em 1796, Jenner inoculou o pus presente em uma lesão de uma ordenhadora chamada Sarah Nelmes, que possuía a doença (cowpox), em um garoto de oito anos de nome James Phipps. Phipps adquiriu a infecção de forma leve e, após dez dias, estava curado. Posteriormente, Jenner inoculou em Phipps pus de uma pessoa com varíola, e o garoto nada sofreu. Surgia aí a primeira vacina.

O médico continuou sua experiência, repetindo o processo em mais pessoas. Em 1798, comunicou sua descoberta em um trabalho intitulado “Um Inquérito sobre as Causas e os Efeitos da Vacina da Varíola”. Apesar de enfrentar resistência, em pouco tempo, sua descoberta foi reconhecida e espalhou-se pelo mundo. Em 1799, foi criado o primeiro instituto vacínico em Londres e, em 1800, a Marinha britânica começou a adotar a vacinação. A vacina chegou ao Brasil em 1804, trazida pelo Marquês de Barbacena

Fonte: Brasil Escola