TOMÁS DE TORQUEMADA EM PODCAST | O TORTURADOR


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FILMES QUE RETRATAM O REGIME MILITAR BRASILEIRO


Neste 31 de março de 2021 completam-se 57 anos do golpe militar de 1964, que deu início a uma longa e tenebrosa noite de 21 anos. Foram anos de graves violações de direitos humanos, mortes, torturas, desaparecimentos, execuções, exílio, censura e humilhações contra os brasileiros.

No momento atual da nossa história forças retrógradas buscam negar fatos passados por meio de um revisionismo histórico.

O Núcleo de Direitos Humanos do Departamento de Direito da PUC-Rio convida a todas e todos a assistir e divulgar alguns filmes que retratam aqueles momentos de terror.

Ditadura Nunca Mais
Tortura Nunca Mais
João Ricardo Dornelles

“O dia que durou 21 anos”
https://t.co/3nVc2kv150
Pra nunca esquecer

“Cidadão Boilesen”
https://t.co/YRbWGLxOcx

“Dossiê Jango”
https://t.co/NwYKbv0VuS

“Jango”
https://t.co/a7L8DHZQWK

“Marighella”
https://t.co/NnpHmgJelZ

“Vlado”
https://t.co/wrHUgqksja

“Hércules 56”
https://t.co/CYxrVD4WkR

BATISMO DE SANGUE | PROF. ME. FILIPE CARVALHO


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Direitos Humanos / Museu da Ditadura no Chile



Por que conhecer o Museo de la Memoria?

(por Bárbara Mussili)

O Palacio de La Moneda, sede do governo chileno, é um dos lugares mais visitados pelos turistas brasileiros. O interesse se deve à sua importância como prédio histórico, ao seu centro cultural, à sua localização no centro de Santiago e à tradicional troca de guarda. Mas nem todo mundo sabe a história que esse local guarda.

Em 11 de setembro de 1973, o palácio foi bombardeado pelo Exército em um episódio que culminou com a morte do presidente Salvador Allende e a instauração de uma ditadura que só terminou em 1990, após a votação de um plesbicito por uma reforma constitucional e o retorno à democracia.

Golpe de Estado_ 973

Fonte: Biblioteca del Congreso Nacional de Chile

O Museo de la Memoria y los Derechos Humanos é um local que conta esta história e, sobretudo, dignifica as pessoas que foram vítimas de tortura, desapareceram ou perderam suas vidas porque se manifestaram contra o regime.

Obviamente que lugares como este museu ou o Coliseu de Roma ou Auschwitz emocionam o turista-viajante. Mas por que é importante conhecer lugares como esses? Porque eles reservam mais que turismo. Reservam história.

Para tornar essa experiência mais interessante, as dicas da vez são de literatura: três livros de escritores chilenos para conhecer este período da história chilena.

A casa dos espíritos – Isabel Allende

Isabel Allende
Capa A casa dos espíritos

Isabel quase dispensa apresentações, mas não, ela não é filha de Salvador Allende. Seu pai era primo dele. A escritora era jornalista no Chile quando aconteceu o golpe e se auto-exilou na Venezuela quando começou a ditadura. De lá, em 1982, publicou este romance sobre várias gerações da Família Trueba, passando por acontecimentos baseados nos fatos reais deste episódio da história. O livro é best-seller internacional e já rendeu até um filme com Meryl Streep. A escrita de Allende emociona e seus personagens são apaixonantes.

Formas de voltar para casa – Alejandro Zambra

Alejandro Zamba Penguin Random House Beowulf Sheehan
Capa Formas de Voltar para Casa

Zambra era uma criança quando a ditadura chegou aos seus últimos anos. Mesmo assim, marcou sua vida e seu relacionamento familiar. A abordagem do autor mostra que nem todos se afetavam da mesma forma com o que acontecia na época. Zambra é menos conhecido que Allende no Brasil, mas é um representante de peso da literatura contemporânea chilena. O livro foi traduzido para o português em 2014. São memórias com uma narrativa elaborada e comovente.

La dimensión desconocida – Nona Fernández

Nona Fernandez
Capa La dimensión desconocida

Esta dica vai para quem quer treinar o espanhol. Infelizmente, Nona ainda não foi traduzida para o português, mas sua obra, de 2016, ganhou o prêmio latino-americano Sor Juana Inez de la Cruz. Nona faz uma relação da sua adolescência com a ditadura. Já adulta, ela investiga um fato verídico, de um agente secreto que confessou sua participação em casos de torturas. Visitando o próprio Museo de la Memoria, a escritora reconstrói algumas histórias e descobre essa dimensão desconhecida, fazendo referência à serie de televisão The Twilight Zone. Uma narrativa muito inteligente e que permite ao leitor reconhecer vários locais e elementos atuais no romance.

Fonte: Museu da Memória dos Direitos Humanos no Chile

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